sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A raiva do meu filho na separação! Como lidar com a raiva de todos?

Como administrar a raiva do ex sem ferir meus filhos?


Chegou a seguinte Pergunta: O que faço com a raiva dos meus filhos durante o divórcio? 

O divórcio pode manifestar a pior parte das pessoas! Um pai excepcional pode perder o foco e se desviar prejudicando seus filhos. Assim, como uma mãe pode demonstrar o seu pior lado. Todo este turbilhão tem reflexo no comportamento dos filhos. Em muitos casos as crianças ainda são usadas para atingirem o ex companheiro, seja induzindo nelas sentimentos de rejeição ou simplesmente, negando o outro a convivência com os filhos. Parece que algumas pessoas não conseguem divorciar-se de sua dor, dos sentimentos ruins que possuem em relação ao seu ex e no final acabam descontando nos filhos sua raiva e frustração. Assim, como em você a crianças sente a raiva e a tristeza que acabam dominando toda a família. Na separação os sentimentos ficam a flor da pele e todos acabam vivenciando momentos de insanidade.  

Responda:

É possível transformar a raiva em aceitação? Como lidar com a montanha russa dos seus sentimentos e de seus filhos sem os prejudicar ?

Primeiramente, é importante que os pais administrem suas dores e seus sentimentos visando a cura de suas feridas Este passo é muito importante, inclusive para poderem se relacionar de forma saudável com os filhos e com futuros parceiros. É necessário observar seu agir, estabelecer metas e padronizar condutas para que a cura da família ocorra. Crianças precisam de estabilidade e coerência no agir, para isto as regras da casa devem ser claras, ainda mais, quando se está diante de uma criança irritada, triste e confusa. 

Aqui estão algumas diretrizes que adotei para lidar com a raiva das crianças:

  • Ame seu filho sendo compreensível, mesmo que suas palavras sejam doídas.
  • Mesmo que estejas sem chão, confuso, arrasado, demonstre seu amor e tenha consciência de seu papel de pai/mãe (guia)!
  • Transmita segurança e compaixão, porque seu filho também sente a dor que estás sentido. Converse, converse muito e converse mais. Saiba sobre o que o seu filho está sentido, sobre como está na escola... enfim se interesse pela vida de seu filho.
  • Tenha paciência de repetir mil vezes uma ordem. Expliquei o que não é adequado e o que você não tolera e porquê.
  • Se estiver longe do seu filho encontre um meio de comunicação. Mantenha uma conexão mesmo à distância.
  • Mostre interesse na vida dele, pergunte o que eles estão fazendo e como eles estão se sentindo. Não permita que sua nova vida seja motivo para um distanciamento.
  • Se a raiva continuar, esteja disposto buscar ajuda/terapia, inclusive com seu filho. Mostre para seu filho que ele é importante e que o relacionamento com ele é sua prioridade.
  • Seja adulto as coisas que seu filho diz não são uma ofensa pessoal. Tenha em mente que a raiva que ele sente é proveniente do medo de perder um pai/mâe. E com certeza é reflexo do ambiente no qual está inserido.
  • Se o seu filho tiver perguntas esteja disposto a ouvir e a responder. Você precisa estar disposto a ver o mundo da perspectiva dele.
  • Peça ajuda de seus familiares e amigos. Converse com eles sobre como se relacionar nesta situação com seus filhos.
  • Vá curar sua dor! Você pode se sentir rejeitado e magoado, mas é importante que você fique forte por causa de seu filho.
  • Não coloque novas relações acima do relacionamento com seu filho. Mesmo se você conhecer alguém deixe claro e transparente para todos que seus filhos são sua prioridade.
Um grupo de apoio para os pais  pode ser a chave para a sobrevivência de seu relacionamento com seu filho. Falar e compartilhar ideias com os pais que estão enfrentando os mesmos problemas gerará novas opções e maneiras de lidar. Não reprima seus sentimentos não se recuse a falar sobre eles.

Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora? 
Comunidade: Divórcio para Eles 


MEU EX É TÃO IMPORTANTE QUANTO EU PARA MEUS FILHOS

MEUS FILHOS PRECISAM DO MEU EX ASSIM COM EU PRECISO DOS MEUS FILHOS


Alguns anos atrás, eu me separei. E não foi só eu quem me separei, meus filhos se separaram do pai! Não houve um esforço para que tivessem duas casas. Os motivos no meu ponto de vista, inúmeras desculpas baseadas nas ignorâncias, incompetências e acomodações de ambos! Foram tempos difíceis. 

O preço que pagamos foi alto! Eu fiquei com duas crianças desempregadas e com uma rotina muito exaustiva que eu carrego até hoje. Coletamos inúmeros momentos traumáticos. Passamos a viver nossas vidas sem contar com o pai! 

Depois de muitas frustrações percebi um movimento da parte dele em buscar uma aproximação maior dos filhos, a fim de ouvi-los e conquistá-los, até mesmo porque aos poucos as crianças se distanciaram do pai, já que o vínculo foi enfraquecendo! Eles também não contavam mais com o pai assim como eu! 

Fato é que percebi que independente do comportamento do pai, meus filhos eles precisavam do pai deles! Independente de quão maravilhosa é uma mãe, as crianças sempre sofrem com a ausência de um pai!

Hoje na maioria dos casos de separação a mulher fica com os filhos. Em meus estudo constatei que 90% das guardas são unilaterais da mãe! Trata-se da reprodução do comportamento da sociedade, na qual a mulher ainda é vista como um ser romântico e idealizado. A maternidade está ainda associada a figura de MARIA, de uma mulher que sabe o que os filhos precisam e como cuidar dos filhos! Percebe-se que mesmo com movimentos sociais de libertação da mulher, há muito caminho a ser percorrido para se obter um equilíbrio entre os papéis! É senso comum ver o pai como coadjuvante! É este papel que ele tem também quando o casal se separa. Muitas vezes, o homem será um mero visitante, ou este acaba se afastando da família para seguir com sua vida!

Assim, o papel do pai separado (pai solteiro), no dia a dia, passa a ser de um pai parcial, um pai visitante, ou também, uma figura que presta apoio quando solicitado ou então de um pai ausente que foi forma uma outra família. 

Porém minha experiência de mãe solteira e convivente com um pai visitante eu clamo e peço aos homens para que mudem suas posturas! Homens sejam pró-ativos! Vocês precisam mudar esta concepção! Pais precisam entender que ninguém pode substituí-los. Filho precisa de pai presente.  E mães precisamos também deixarmos de ser machistas e achar que só nós sabemos cuidar dos nossos filhos! Vamos deixar os pais participarem mais! Filhos precisam desta convivência. 

Homens comecem a se adaptar, estudar, buscar informações, grupos de apoio enfim comecem a organizar suas vidas para conquistarem e terem um relacionamento mais próximo com seus filhos.

As crianças precisam de um pai presente em sua vida. Há lições que este pai precisa passar para seu filho! Sei que existem mães que realmente não querem ver seus filhos com o pai. Estas acabam usando os filhos como meio de vingança na separação, assim como muitos homens punem suas mulheres pela separação abandonando a família, deixando um imenso vazio tanto afetivo como material.

Na minha caminhada vejo muitos homens que não tem noção do que acontece quando saem de casa, largam os filhos com a mulher achando que cumprem sua obrigação pagando pensão e fazendo visitas. Muitas mulheres, acabam assumindo tudo, e passam a viver suas vidas sem contar com a participação do pai de seus filhos! Acabam silenciando, não falando mais sobre o que acontece e sobre o que ocorre com os filhos. O pai passa a ser um visitante, uma figura coadjuvante! 

Mas minha experiência diz crianças sentem faltam de um pai e elas esperam que exista um pai que as cuide e se importa independente de onde você esteja vivendo! 

Crianças que convivem com seus pais, que tem laços afetivos, constroem histórias. Elas tem certeza do seu amor. Elas sabem que o pai é e contínua sendo a figura que representa segurança e norte. A presença de um pai faz muita diferença na vida de uma criança é com ele que as crianças aprenderão a serem bem sucedidos e realizados. Você é importante para seus filhos, tanto quanto a mãe, e ninguém pode preencher o seu lugar! 


Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora? 
Comunidade: Divórcio para Eles 



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Levantamento Financeiro para o Divórcio! Que informações levar para o Advogado!

Documentos necessários para o divórcio - parte contábil e financeira!


Você está se preparando para o divórcio e será necessário consultar um advogado, pergunta: Quanto a vida financeira do casal o que o advogado precisa saber?

Martína Mädche
Responda: Antes do início do processo é necessário apresentar alguns documentos ao seu advogado entre eles: imposto de renda e qualquer documento que demonstrem as fontes de renda; documentos relacionados com qualquer dívida conjugal, relação e documentos que demonstrem patrimônio avaliação de imóveis e documentos de veículos. 

É importante que você forneça um arquivo completo e organizado com todos os ativos e passivos (patrimônio e dívidas). Uma organização contábil e patrimonial facilita a negociação do divórcio! A transparência patrimonial e financeira agiliza a fase processual, já que elimina a fase de investigação! Assim sugiro uma organização documental com as seguintes categorias!

RENDA:
  • Martína Mädche
    Seu salário, além de todas as fontes de renda ao longo do último ano. Se você é autônomo além do imposto de renda sugiro que peça ao seu contador uma declaração de rendimentos!
  • Tente também obter estes documentos do seu cônjuge; imposto de renda, contracheque, recibos se for autônomo, enfim os documentos que demonstram os rendimentos, extratos.
  • Caso você e seu cônjuge possuem um negócio próprio é necessário apresentar toda documentação do negócio, como salários, qual a situação da empresa, registros de cheques, extratos bancários, cheques cancelados, recibos de pagamento, demonstrações financeiras e demonstrações contábeis como (lucros/perdas) como são divididos os lucros, qual o patrimônio da empresa, enfim tudo que diz respeito ao negócio.
  • No mínimo, cópias de suas declarações de impostos conjuntas ou individuais, dos últimos três anos.
  • Cópia de demonstrações financeiras ou demonstrações de patrimônio líquido com a finalidade de garantir empréstimos bancários ou para qualquer outra finalidade, ou seja, extratos de aplicações, poupanças ou investimentos documentos que comprovem recebimento de alugueis!
  • Por fim tenha qualquer informação que você ache pertinente e que irá ajudá-lo a estabelecer o seu patrimônio líquido, o patrimônio líquido de seu cônjuge, sua renda, e a renda do seu esposo.
IMOBILIÁRIA:
  • Quaisquer documentos que mostram a descrição legal de qualquer propriedade imobiliária em conjunto ou separadamente. Estes podem ser obtidos nos registros de imóveis, ou imobiliárias!.
  • Contratos de financiamento de imóveis, terrenos, lojas enfim tudo que está vinculado a patrimônio imobiliária!
  • Todos os documentos relativos à compra inicial do imobiliário, pode ser recebidos, contratos de compra e venda (contratos de gaveta)
  • Se o imóvel foi refinanciado fornecer todos os documentos relativos ao refinanciamento.

Martína Mädche

POUPANÇA e contas-correntes:
  • Extratos das cadernetas de poupança e contas individuais ou contas conjuntas;
  • Extratos bancários dos últimos 2 anos, assim como aplicações e rendimentos.
SEGURO DE VIDA:
  • Quaisquer apólices de seguro de vida seu, de seu cônjuge ou de seus filhos, assim como documentos que indicam um saldo de caixa ou empréstimos.
DIVIDAS:
  • Uma lista detalhada de todas as dívidas em seu nome ou o nome do seu cônjuge.
  • Uma lista de todas dívidas pendentes, incluindo cartões de crédito, contas médicas e quaisquer outros empréstimos.
AUTOMÓVEIS:

  • Documentos dos carros, consórcios enfim qualquer documento relacionado a compra de produtos móveis de alto valor, podem ser motos, barcos, equipamentos agrícolas, ou outros veículos pertencentes a você ou seu cônjuge

Martina MädcheEstas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora? 
Comunidade: Divórcio para Eles 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PAI DIVORCIADO – FERRAMENTAS DE SOBREVIVÊNCIA

A batalha do divórcio

Estou a algum tempo divorciada, durante este período, cometi erros e vi meu ex errando. Todos acertam e erram quando enfrentamos novos caminhos, sobreviver na adversidade é um desafio e tanto. Não posso escrever sobre o lado dele, mas posso escrever sobre o que venho observando ao longo dos anos na minha experiência pessoal e profissional na área de direito de família. Então decidi compartilhar algumas ferramentas para esta nova fase!

Ferramentas para pais divorciandos:

Primeira Ferramenta: Visão!

Martína Mädche
Reconhecer o novo terreno! Veja o que é preciso fazer! Primeiro passo para enfrentar um momento de crise é o olhar e reconhecer. Aprenda a pisar neste novo terreno. Saiba que o divórcio veio para tirar você da zona de conforto. Há uma necessidade de um novo olhar para sua vida! Quais são seus desafios? O que me espera? Como será o convive com meus filhos? Quais são as necessidades dos seus filhos? Onde vou morar? Com quem posso contar? Quanto vai me custar a separação? O que me sobra do meu salário? Como será minha separação? Como é o processo? Como ficam os bens? E as dívidas? Como meus filhos vão viver? Com quem vão viver? São muitos aspectos que precisam de respostas urgentes! Liste seus enfrentamentos e depois vá em busca de respostas!

Segunda Ferramenta: Planejamento

Martína Mädche
Metas e desafios: Então, agora já tens uma noção do futuro! O próximo passo é como enfrentar? O que é preciso providenciar? Saiba que estás prestes a mergulhar em um dos maiores desafios de sua vida! Portanto o planejamento é fundamental! É necessário buscar armas e ferramentas! Procure se familiarizar com aspectos legais do divórcio! Planeje a forma como será seu relacionamento com seus filhos e sua ex! Crie suas metas e propósitos de forma realista! Sendo sua primeira e principal menta: SEUS FILHOS! Segunda: VOCÊ! 

Quanto ao aspecto filho, quero abrir um parenteses! É mito achar que as crianças são resistentes e irão se adaptar a qualquer coisa! É história para boi dormir achar que 15 min de convivência feliz com seus filhos é suficiente! As necessidades dos seus filhos não podem ser colocadas em segundo plano durante o processo de divórcio. 

Terceira Ferramenta: Comunicação: 

Martína Mädche
Saiba que será necessário trabalhar na comunicação com sua ex-esposa e com seus filhos! Todo o processo do divórcio será pautado na forma com que vocês se comunicam! Encontre algum veículo de comunicação! Pode ser e-mail, telefone, mensagens enfim é necessário dialogar para construírem uma nova forma de existir em família!

Saiba, as pessoas que ficam atentas a comunicação conseguem enfrentar melhor o divórcio! As regras devem ser claras! Neste momento é necessário poder confiar que ambos terão seus filhos como prioridade! Portanto, sejam honestos para encontrar um caminho para o bem-estar dos filhos! Não importa o quanto estão magoadas, isto cada um terá que administrar de alguma forma, mas a honestidade deve prevalecer para o bem-estar dos filhos!

Lembre-se por mais raiva e mágoa que você tenha em relação ao seu ex, ele é pai/mãe de seus filhos e nunca deixará de ser! Vocês terão um vínculo para o resta da vida! Aprenda a lidar com seus sentimentos! 

O que responder quando as crianças perguntam?
Quando um pai “abandona” ou “ignora” um filho a criança perde a confiança nele! É preciso ficar atento as necessidades das crianças. É hora de investir ainda mais na comunicação entre vocês! Compartilhe com seus filhos seus sentimentos e preocupações na medida da compreensão destes! Segure seu filho quando ele / ela chora, diga que você compreende e se você concorda com o que eles estão sentindo. 

Assim, como seus amigos tomarão partido na separação, seus filhos também podem escolher um lado para favorecer um dos pais! Não é incomum as crianças favorecerem um dos pais durante um divórcio, aprenda a lidar com este desafio, procure informação e ferramentas!

Assim, como você seus filhos enfrentarão uma enxurrada de emoções! Eles experimentam, confusão, medo, raiva, abandono, tristeza assim como qualquer pessoa que enfrenta o divórcio. Por esta razão, o seu filho pode ficar mais agressivo. É comum as crianças ficarem mais explosivas, e ofensivas. Criança também perda a compreensão e razão. Outros ficam mais introspectivos e tristes! Observe as reações de seu filho. Eles são reflexo da confusão mental dos adultos!

Permita que seu filho desabafe seus sentimentos sobre o divórcio. Tenha muitas doses de paciência! Ele também está sofrendo. As crianças também ficam confusas! Na medida que você se aproxima dos sentimentos dos seus filhos, significa que você está construindo confiança. Cada momento e sentimento compartilhado é um tijolo na sua base familiar. Uma criança que confia em um pai também valoriza a relação com esse pai. A partir desta relação de cumplicidade, terás a confiança de teu filho. É isto que seu filho precisa para crescer seguro e confiante. 

Quarta Ferramenta: NEGOCIAÇÃO

Esteja dispostos a negociar: Como havia falado, você terá que encontrar uma nova forma de se relacionar seja com seus filhos ou com sua ex! Então, o primeiro passo é aprender uma das ferramentas indispensáveis para o novo agir a NEGOCIAÇÃO. Você não só terá que negociar aspectos legais, como um acordo de divórcio, mas será necessário negociar e ajustar o futuro de vocês! Nenhum acordo judicial resolve os aspectos cotidianos das relações familiares! Portanto, terás muitos anos de negociação pela frente. Primeiramente, sugiro contratar um mediador este é um recurso que será recompensado, já que evita um processo judicial exaustivo e longo. Sendo a opção pela pacificação faz com que a família reconstrua sua vida com mais facilidade. Caso não tenham recursos financeiros encontrem alguém de confianças para mediar o diálogo, há muitos aspectos que precisam ser negociados. 

Este é o momento de negociar como será construída a relação familiar daqui para frente! Como será a vida de seus filhos! Quais aspectos devem ser levados em conta! Formação emocional, espiritual, questões financeiras, alimentação... tudo que envolvem as crianças devem ser ponderados neste momento! Onde as crianças vão residir! Saiba que a busca deve ser por um equilíbrio no relacionamento! Como cada um dos pais poderá participar ao máximo na vida dos filhos? Estas são algumas bases para iniciar a negociação! Lembrando que a prioridade são as crianças. Elabore um cronograma e negocie o tempo que você pode obter. É necessário planejamento, sem contudo deixar a flexibilidade de ambos de lado!

Quinta Ferramenta: Ajuda 

Esteja aberto para pedir ajuda ou fazer terapia: Não descarte a possibilidade de procurar uma ajuda de um profissional, seja um coach ou um terapeuta. São muitos aspectos que devem ser levados em consideração. São poucos homens que buscam um profissional de ajuda, ou até um livro de ajuda, a maioria guarda seus sentimentos para si e fica lambendo as feridas. Não é a melhor opção para seguir em frente. Um aconselhamento para enfrentar o divórcio é fundamental para melhorar e facilitar o seu andar neste terreno obscuro. Uma pessoa que já tem uma visão de seus enfrentamentos poderá ajudar a construir uma boa relação com seus filhos e a reconstruir sua nova vida.
Boa Sorte, Martína Mädche

Estas páginas são elaboradas para apoiar, ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora? 
Comunidade: Divórcio para Eles 


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Só penso no meu Ex... O ex não sai da minha cabeça! Cuidado você pode estar viciada!

Viciada no ex? 


Esquecer o Ex completamente, talvez algo impossível! Fato é que as memórias permanecem.. Isto é perfeitamente normal! Mas há alguns sinais que demonstram quando algo não está bem! Veja se você ainda está conectada ou obcecadas pelo seu ex! 


O pós separação não é fácil!Pode ser que iremos derramar algumas lágrimas e depois lamentar, o que é bastante natural.Mesmo quando saímos de relacionamentos abusivos e agressivos há um luto. 


Fato é que quando vivemos muitos anos com a pessoa há uma certa dependência, afinal esta pessoa fazia parte da rotina de sua vida!  Mas quando, finalmente, encerrou a relação com o homem que na verdade significava o seu mundo! Uma pessoa tão próxima e importante, não é bem assim, para esquecer. Porém, quando a separação foi a meio século atrás e você ainda perde boa parte do seu tempo com o pensamento ligado nele, cuidado, pode ser que o amor se transformou em um dependência, um vício!

Martína Mädche
1. O mundo desmoronou


Então meu mundo acaba aqui... Não terei outro parceiro... Sou carta fora do baralho! Meu corpo não é mais o mesmo... Não tenho mais idade.... Agora tenho que cuidar dos filhos... e assim, vão surgindo mimimis e muitos motivos impeditivos para seguir em frente. Então, vemos nosso Ex retomando a vida. E ficamos focados no que teria sido, nas oportunidade que ele tem e você não e o quanto sua vida está uma merda! 

Parece que os pensamentos brotam um atrás do outro. Depois do pensar... o próximo passo é ir atrás de informações, o que ele postou no face, está online no Whats o que meus amigos sabem... que lugares está frequentando... e assim, o Ex vai ocupando um espaço na sua mente que não é mais dele e você deixa de viver a sua vida por uma pessoa que não está mais nem ai para você! 

Aos poucos você vai se esquecendo de quem é para se ocupar com o Ex. Começam os diálogos mentais... e a cabeça passa a tagarelar o tempo todo... Por fim, esquecemos da nossa vida, de nossos objetivos... da nossa vida... para ficar obcecadas pelo outro. 

Quando passamos a viver assim, surgem doenças, depressão, aumento de peso e nenhuma oportunidade para nada. Sua vida para! Está na hora de procurar ajuda! 


2. Substituir o vício!


Cada um tem sua forma de lidar com a separação. Pode ser uma ou duas garrafas de vinho com a melhor amiga. Mas cuidado, após a separação, temos a tendência de fazer de tudo para nos manter dopados. É fácil viciar em exercícios físicos, comida, álcool, drogas, compras... jogos, enfim, qualquer coisa desde que alivie a dor...queremos esquecer! 

Assim, surge o vício...tudo por um pouco de alivio, de alegria. 


Martína MädcheOutra forma de vício é substituir o ex rapidamente por outro. Quando algo surge em sua vida para anestesiar um sentimento tenha cuidado. Mesmo que seja uma nova relação. É bem provável que este novo relacionamento possa ser abusivo ou no mínimo que esta nova pessoa tenha os mesmos problemas que seu ex.  Pense nisto! 

3. Não faça mais contato. Chega vai viver tua vida!

Quando você permanece procurando seu Ex. Busca alguma forma de falar, ou mandar uma mensagem, um email, um comunicado ou qualquer forma de cruzar com ele, enfim, você quer informações, qualquer coisa que seja...até brigas. Cuidado! Se você está querendo que ele lembre de você de alguma forma de qualquer jeito? Atenção está na hora de encerrar isto. Se controle! Cada vez que tiver o impulso de ir atrás substitua! Ligue para sua melhor amiga, para sua família ou qualquer outra pessoa de sua confiança. Esqueça seu ex. Bloqueie fale somente o necessário. 
  

Caso tenham filhos em comum a comunicação entre o casal é necessária, porém, fale somente sobre os filhos. É necessário viver o luto e se afastar... dar um tempo. 

Martína Mädche 
Fique alerta a todos estes sinais. Se eles tiverem presentes na sua vida procure apoio e ajuda. Lembre este momento é a oportunidade de você ser o seu foco. Sua atenção e dedicação devem estar voltadas para você! Fique atenta ao seu comportamento. Olhe para si! Veja o que ainda gosta em você! O que é necessário reinventar ou redescobrir! Você tem em mãos uma oportunidade de criar quem você deseja ser! Pense nisto! Agora é a hora de se cuidar! 

Estas páginas são elaboradas para apoiar e ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo do face: Separei e Agora? - Apoio para mulheres separadas!
Comunidade: Divórcio para Eles 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A culpa é de ....? Quando a culpa está presente no divórcio!

CULPA – curando emoções

Martina Madche
Ao terminar um relacionamento há falhas de ambos os lados, via de regra, alguém carrega sentimentos a culpa, seja lá por que motivo for. Recentemente, recebi um e-mail de um homem que se divorciou há 32 anos. Depois de 3 décadas, ele ainda sente culpa pela traição da esposa e do divórcio subsequente. Sua afirmação; “a separação arruinou minha vida”. O que ressoava dentro dele era o desrespeito com que foi tratado. Assim, ele vive carregando o trauma ao longo dos anos.


Seu e-mail me levou a fazer algumas pesquisas sobre como a culpa age quando há uma separação e como podemos nos adaptar a isto. O que encontrei foi interessante. De acordo com um estudo feito por Paul Amato "as pessoas que vivem culpando o seu ex parceiro possuem mais dificuldades em seguir em frente após o divórcio, assim como as pessoas que culpam razões externas ao casamento. Fato é que a culpa pode trazer muitos males para a pessoa. Talvez, a questão da culpa explique porque muitas pessoas vivem infelizes após o divórcio. 

Fato é o cônjuge que carrega o sentimento de culpa, passa por um calvário. Como hipótese oi levantado que aquele que carrega a culpa ainda tenha um grande apego pelo ex, talvez ele se sinta pela metade ou simplesmente se sinta anulado sem o outro. Seja lá por que razão, a culpa o impede de seguir em frente e reconstruir sua vida após o divórcio.

Há uma lição valiosa na história deste homem para aqueles que estão passando por um divórcio. Encontrar falhas em seu cônjuge, ou atribuir culpas a situações não vai ajudar em nada. Remoer, reviver, reprisar questões do passado, não ajudam a seguir em frente.

Os estudos apontam que  para se recuperar melhor após o divórcio o foco deve ser mantido no relacionamento, os problemas do relacionamento e a possibilidade de que a própria relação foi falha, assim, será mais leve a sua recuperação.

E quando olharmos para a situação como um todo, devemos lembrar que existe vida após o divórcio, não importa de quem é a culpa.

Claro, que a maioria das pessoas sai do divórcio inclinado a culpar algo ou alguém! Mas, o que está por trás deste mecanismo da culpa?

O divórcio representa uma falha/fracassos, a falência de um casamento, sendo que é muito mais fácil viver com o fracasso e se puder colocar a responsabilidade por essa falha nos pés de outra pessoa, então fica mais cômodo ainda. Colocar a culpa no outro é menos doloroso, mais fácil e mais confortável, porém, isto também, significa menos reflexão emocional, menor análise pessoal.

Acrescente ao sentimento de culpa o fato da família e amigos ainda sentirem simpatia com o ex, assim a culpa vira um calvário, sendo a sua consequência devastadora. Basta perguntar ao homem acima que ainda está preso na dor e na raiva, lembrando que isto por 32 anos!

Uma outra forma de olhar para este momento de crise, é o fato que o fracasso na vida deve ser tratado como uma oportunidade de aprender. Ele fornece informações valiosas que podem ser utilizados para o próximo capítulo na vida. Quando analisamos as falhas do relacionamento em si, em vez de olhar as falhas do outro ou de determinados fatores, fica mais fácil ver o que não funcionou.

Portanto, a lição trazida é olhar para o relacionamento, e então perguntar o que deu errado? Deixe as falhas internas e de seu cônjuge de lado. Esta postura, nos prepara para fazer opções melhores e te levarão para um relacionamento futuro feliz.

Lembrando que quando a culpa fica centrada em si e no outro, como resultado temos a estagnação de nossa vida, paramos de crescer e aprendizagem não vem. E com isto mantemos o mesmo padrão de relacionamento e possivelmente o resultado será o mesmo.

Uma característica das dores da alma, como por exemplo a perda e medo, é a de ficar no caminho do pensamento objetivo e lógico. Quando a razão lógica e objetiva para, a nossa capacidade de fazer um inventário do casamento e avaliar a nossa contribuição para os problemas do casamento também ficam paralisados.

É necessário olhar para o que houve, mas sem a participação da culpa, e sim com um olhar sensível no que deu errado e como fazer o trabalho necessário para evitar repetir os erros que levaram ao desaparecimento do casamento.
Martina Madche

É tudo uma questão de escolha. Escolha como o divórcio impactará no seu futuro! Deixe de lado a culpa e abraçe o fato de que seu divórcio é uma oportunidade para aprender e crescer e assim irás acertar da próxima vez.

Estas páginas são elaboradas para apoiar e ajudar a curar, superar e seguir em frente!
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo do face: Separei e Agora? - Apoio para mulheres separadas!
Comunidade: Divórcio para Eles