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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cansada de ser só - Confissões de uma mãe solteira

O trabalho árduo de ser pai/mãe solo
Este texto não é para ser um apanhado de lamentações, mas sim uma homenagem, uma exaltação a todos os pais/mães solteiras que estão por ai fazendo de tudo sozinhos e cansados até os ossos. 
Trabalhamos de sol a sol a baixo de plantões de 24hs por dia, muitos de nós sequer podem contar com o apoio do co-pai/mãe nem mesmo com seus deveres e obrigações. Tudo acaba caindo em nossos ombros. Não há tempo para ficar doente, ou cansado e não importa quão doente e cansado estamos ainda há trabalho a ser feito, a comida, os trabalhos de casa e o suporte aos filhos, nada fica parado em uma casa com crianças. Não há discussão sobre o futuro nem mesmo sobre o que fazer todas as lutas e batalhas são só nossas. Não existe aquela pessoa que nos escuta ou aquele ombro amigo, afinal em tempos modernos é proibido se queixar... Então evitamos reclamar sobre nossos enfrentamentos até porque esse é o nosso caminho. Fizemos essa escolha, seja optando por terminar um casamento ou então fizemos essa escolha desde o início, estamos conscientes do que levou a nossa jornada até aqui. 
Somos aqueles pais que vivem correndo sem fôlego, chegamos nas reuniões da escola correndo esbaforidos. Corremos para dar conta dos trabalhos escolares, alias correr é o que mais fazemos. Corremos entre uma reunião e outra para marcarmos presença em ambas as professoras de classe e por fim, pegamos nossas crianças que aguardavam em uma salinha para comemorar, mesmo que haja uma montanha de roupas para ser lavadas, a casa para ser limpa, muito mês e pouco dinheiro. Sentamos com nossos filhos e desfrutamos o prazer de sua companhia. Somos os pais cuja fome se completa quando nossos filhos comem. 
Somos os pais que apenas com um olhar ligeiro pelo livro de matemática ensinam o que é preciso. Aprendemos receitas mais econômicas e mesmo assim saudáveis, equilibramos o orçamento para que não falte o essencial. Para então capotar na cama a noite tão cansados que sequer conseguimos adormecer. No entanto, coma a ajuda de um bom café e uma vontade de ferro assumimos o compromisso de estar totalmente presente hoje e assim seguimos enfrentando nossos compromissos. Não somos apenas sobreviventes. Somos guerreiros. Somos abastecidos por um amor ferroz, muitos beijos antes de dormir, lindas risadas pela manha. Embora você esteja se sentido só, há muito de nós guerreiros de famílias mono parentais que mantém a fé e que não deixam a luz se apagar. Estamos cansados até os ossos e muitas vezes achamos que o peso do mundo irá os esmagar, mas isso não acontece. 
Me curvo para todos que conseguem conciliar tudo e ainda manter um sorriso no rosto. Me curvo ao pai que aprendeu a trançar o cabelo da filha e a mãe solteira que vai jogar bola e treinar seu filho. Me curvo para todos que nunca desistem, nunca mesmo. Você é todos os dias um super-heroi/heroina e uma das pessoas mais fortes desse mundo! Um dia, quando nossos filhos tiverem crescido e tiverem com sua vida encaminhadas, vamos olhar para trás e comemorar que conseguimos tudo. Por hora podemos estar em paz por sabermos que não só fizemos o nosso melhor, fizemos o necessário. Quando o outro saiu nós nos multiplicamos e fizemos por eles desde então. Então aqui está você, guerreiro cansado e maravilhoso que se abasteça para a vida apenas com amor! 

Parabéns à vocês!
Com amor 
Martína Mädche 

Texto original de , Lisa Vallejos 
adaptado por Martína Mädche, advogada
OAB/RS 60.281
Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.MädcheComunidade: Divórcio para Eles
Comunidade: Divórcio para Elas


sábado, 3 de outubro de 2015

O que acontece quando atuo no papel do outro?

Meu nome é martina madche, sou advogada na área de família e bancária. Hoje também atuo com empoderamento pessoal orientando famílias a enfrentarem seus momentos de crise!

O que percebi ao atuar como advogada é que não se resolviam as questões dos meus clientes apenas via judicial. Quando o cliente chegava no escritório este já sofria problemas pessoais, emocionais e espirituais graves, pois a crise já estava instalada na sua vida.

Dentro desta percepção procurei estudar ferramentas da psicologia e de coaching, pois percebia que resolver o problema pontual jurídico não era suficiente para meu cliente. Eles retornavam com novos problemas! Assim, resolvi estudar e ir além do direito. Neste canal compartilho um pouco de minha experiência pessoal como advogada!

Ontem coloquei um artigo no meu blog sobre direitos do pai na hora da separação! Como havia esperado este assunto gerou desconforto! Então decidi falar sobre como uma pessoa interfere na vida da outra ao atuar fora de seu papel!

Quando nos separamos estamos vivendo uma fase bastante tumultuada, onde as emoções estão a flor da pele. Muitas vezes sentimos raiva, tristeza, decepção medo..., enfim muita emoções negativas estão presentes.

O que defendi em meu artigo é que o papel de um pai não deixa de existir com a ruptura do casamento! O Pai não precisa de uma ORDEM JUDICIAL para exercer o seu papel de pai.

Sei que na separação transferimos a raiva e frustração para o outro! Temos que iniciar uma vida nova agora sem parceiros e para alguns longe dos filhos. Muitas vezes há uma quebra de confiança na hora da separação! Então passa a existir o medo entre o ex casal. Mas pai é pai e ele deve manter uma relação saudável com seu filho!

Para mim a palavra crise é representada pela imagem de um trem desgovernando! Você perde o seu caminho e precisa encontrá-lo novamente para prosseguir. Suas emoções estão em ebulição! Muitas vezes não sabemos o que fazer? Este é meu trabalho, orientar as famílias para saírem da crise! 

Nesta nova conjuntura temos que construir uma nova forma de se relacionar. Sendo que neste momento corremos o risco de atuar fora do nosso papel! Ficamos perdidos, no meu artigo busquei lembrar aos pais que estes permanecem com seu papel de pai mesmo após a separação!

Mas este artigo é para falar sobre os nossos papéis na vida! E o que ocorre quando agimos no lugar do outro!
A primeira coisa que posso alertar é que você quando atua no lugar do outro está invadindo o espaço alheio, inclusive energético, sendo que isto gera uma carga negativa para ambos!

Fora isto, quando você age pelo outro você interfere na evolução espiritual de ambos!

Outra consequência é que você pode estar influenciando negativamente a relação de seu filho com o seu ex, quando isto é comprovado pode inclusive gerar um processo de alienação parental.

Portanto, quando você interfere e age fora do seu papel de mãe, assumindo deveres e obrigações do pai. Você passa a assumir uma energia negativa! Esta passa a ser uma carga para você, nesta hora as pessoas passam a se encolher, a ter uma postura mais curvada. O desânimo passa a tomar conta!

Como consequência da incoerência surgem cada vez mais problemas em sua vida. Você engorda, passa a ter instabilidade emocional, baixa autoestima, surge o medo e a depressão... entre outras complicações. Você passa a perder cada vez mais o equilíbrio! Lembrando que toda vez que temos um desequilíbrio temos mais e mais problemas a vista!

Ao agir fora do nosso papel passamos a assumir uma responsabilidade que não é nossa! E portanto, você assume a carga do outro. Você passa a se sobrecarregar e fica cada vez mais pesada incapacitada. Esta estagnação faz com que não evolua mais!

Atuando em nosso trilho estamos agindo dentro de nossas obrigações e direitos e portanto há uma coerência e equilíbrio, logo seguimos em frente com nossa evolução.

O que significa quando você fala uma coisa e faz outra? Quando você diz sim querendo dizer não? Quando você vive uma vida que não é sua?

Há um erro de posicionamento. Quando você age assim você está trazendo emoção e cargas negativas para sua vida! Você está com medo de desagradar? Você tem medo de machucar o outro? De decepcionar? Você tem raiva? Quer punir o outro para lhe dar uma lição! Alias, que te dá o direito de invadir o espaço do outro? Enfim, há muitas emoções negativas influenciando o seu agir! Você está acumulando carga e causando desequilíbrio para todos. Como mudar isto?

Analise o que está por trás da sua atitude! É nisto que tens que trabalhar! Quando você tem medo de lidar com a emoção ou situação você deve olhar para si! Como você vai assumir uma responsabilidade pelas emoções e ações do outro! Como você pode achar que sabe o que o outro deve sentir ou fazer? Não cabe a você controlar o mundo!

Ahhhh Martina mas ele não é um bom pai! Ele não cuida direito! Ok mas é o pai que você e seu filho escolheram! Este pai está ensinando algo para seu filho. E seu filho veio aprender algo com este pai. Eles precisam agir dentro de seus papéis!

Pode ser que em algum momento você esteja correta, mas acredite muitas vezes não esta! Cada um tem a sua responsabilidade e obrigação devendo assumir a suas consequências!

Como faço para saber o meu papel e se estou agindo dentro dele? A primeira coisa para se fazer é perguntar!

Estou no meu papel? Você tem que se ouvir!

Quando eu atuo dentro do meu papel eu crio força interior! Eu volto para meu trilho e então passo a organizar a minha vida! Ela passa a andar de forma coerente e equilibrada. Para ter uma vida feliz e próspera é preciso cultivar hábitos de coesão. A coesão é um dos princípios chaves para se ter uma vida plena.

Portanto, o primeiro passo é se respeitar e respeitar o espaço de cada um. Acredite! Isto vai colocar sua vida novamente dentro dos trilhos!

Ok então para andar nos trilhos o que devo fazer? Faça o que tem que ser feito! Assuma a responsabilidade sobre o que sente sobre suas emoções e viva com respeito e coesão! Siga sua intuição! Escute a sua voz interior!

Boa sorte,

Martína Mädche

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

VOCÊ TEM O PODER DE PARAR COM A VIOLÊNCIA QUE SOFRE



A violência doméstica se manifesta de diversas formas. O agressor pode ser fisicamente violente, poder haver crueldade emocional ou também agressão verbal. Já li estudos declarando que em 20% dos casamentos há alguma forma de violência doméstica por parte de um dos cônjuges. A boa notícia é que você pode parar com a violência!

O que é a violência doméstica? É uma pergunta que aparentemente é óbvia, entretanto, a pessoa que vive inserida em um meio violento, não tem esta percepção. Via de regra, quem sofre abuso e violência vai perdendo sua autoestima e segurança, o que faz com que não confie em seu próprio julgamento. Ela não sabe ou acha que aquilo que sofre não é violência, principalmente, quando falamos em agressão emocional ou verbal. A maioria das vítimas só enxergam a agressão após confirmação de um profissional. É como se fosse um peixe, ele vive dentro da água, mas nem imagina que existe um mundo fora dela!

A negação é um dos maiores problemas, pois faz com que a pessoa negue a situação,. Esta atitude gerando o que se pode chamar de um estado de “cegueira”, e pior, este estado é o que gera o empoderamento do seu agressor (a) e consequentemente, a vítima se anula cada vez mais.

A única forma de sair desta situação é fazer com que a vítima mude seu padrão de comportamento. Somente com seu empoderamento, ela sairá do seu agir, e por conseguinte assumirá sua responsabilidade deste círculo vicioso.

Portanto, a única forma de terminar com a violência é fazer com que a vítima reconheça que na verdade ela permite o agir de seu agressor e que ela no primeiro sinal de violência ela deveria ter “caído fora”.

Trago, agora um exemplo de uma cliente, que no primeiro sinal tomou a decisão certa! Ela mantinha um relacionamento com um agressor durante nove meses. No primeiro soco na cara, buscou e recebeu apoio, sendo orientada a “cair fora”. Mesmo sem dinheiro, sem carro, ela reagiu e disse quero sair daqui em segurança. E assim o fez! Ligou para uma pessoa de sua confiança e pediu apoio, portanto ela agiu e reagiu. A partir dai recebeu ajuda para seguir sua vida! Ela encontrou uma vida melhor um relacionamento melhor porque existe vida fora da água!

Sempre existe alguém para nos ajudar! Lembrando que para receber ajuda, precisamos pedir antes! Há necessidade de um agir da vítima, saindo assim do seu padrão de inércia e submissão !

Ela saiu do casamento com as roupas do corpo e com uma mala com poucos pertences! Ela me disse: “Quando me vi estava correndo em direção do nada. Mas mesmo o nada, era melhor do que o futuro que eu teria com ele. Não sei o que seria de mim se eu ficasse!” .

Se você está em um relacionamento violente e abusivo terás que fazer uma escolha. E, sim, você pode escolher:

1. Diga para seu parceiro quando este está sendo violento, diga o que estas sentido! Não existe sentimento errado!

2. Coloque limites firmes. Diga como quer ser tratado e defenda seu espaço.

3. Se houver espaço, procurem ajuda juntos e necessário enfrentar o problema.

4. Você pode achares que seu parceiro/cônjuge mereça uma segunda chance, que intenções dele/dela foi boa e que ele/ela não o machucará mais, porém é necessário quebrar o ciclo da violência! Talvez você tenha sucesso...

Outra opção é a de se conformar completamente e aceitar emocionalmente que algo tão incompreensível seja teu destino Mas te pergunto! Como podes aceitar que uma pessoa que diz que te ama te agrida física, verbal ou emocionalmente?

Somente você pode avaliar se vale a pena o esforço de estar ao lado desta pessoa! Há pouco momentos em que o agressor tem um “insight” e ele admite que agiu agressivamente, porém se ele não receber o comportamento de contrapartida que ele deseja sua raiva e vai aumentar mais e mais, estimulando assim seu comportamento violento.

Só quero que tenha consciência que se ficar a chance de continuar e nunca mais parar é bem grande! Sendo que neste caso não só o agressor tem problemas, você também os tem, já que o comportamento de um alimenta o do outro! Sendo que o agressor só saíra deste comportamento quando sua vítima reagir e alterar sua postura.

Caso opte por ficar! Sugiro o seguinte:

1. Quanto falar com o agressor sobre se comportamento dele seja específico e conte detalhes dos seus sentimentos e percepções!

2. Estabeleça limites diga seu entendimento e onde seu comportamento está sendo inadequado. Fale como queres ou não queres ser tratado(a).

3. Determine prazo, um tempo limite para que seu comportamento agressivo mude. Diga para ele ou ela que você espera que este busque um tratamento profissional, sendo que se não houver mudança você vai sair de casa, e terminar o relacionamento.

4. Via de regra os agressores argumentam e se justificam muito bem e usam de persuasão para enrolar a vítima. Preste atenção no COMPORTAMENTO DO AGRESSOR! Esteja sempre em alerta! Esteja atento(a) a qualquer movimento, não importa quão doce são suas palavras!

5. Por fim, se a violência e abuso não cessarem! Saia!!!!! Chega! Cuide de si! Ser bonzinho não te leva a lugar algum, você tem obrigação de se cuidar!

Para muitas pessoas um soco no nariz mais que o suficiente! Uma agressão é suficiente para um ajuste de realidade e a necessidade de um novo agir.

“Porque dar a oportunidade para seu agressor agir assim de novo? Se eu tivesse ficado eu teria me tornado responsável pela agressão.... eu não quis essa responsabilidade!....”

Caso precise de mais informações entre em contato pelo e-mail: martina.madche@gmail.com
Boa Sorte

Martína Mädche

sábado, 19 de abril de 2014

Como interromper o abuso verbal

Como interromper o abuso verbal

abuso emocional e verbal é muitas vezes difícil de reconhecer, por não deixar um hematoma e por não poder ser diagnosticado em um hospital. Entretanto, ele é tão prejudicial quanto o abuso físico, pois deixa marcas profundas. As vítimas muitas vezes permanecem com seus maridos porque sua auto estima encontra-se abalada, são financeiramente dependentes ou por considerarem seus cônjuges bons pais, não são apenas bons maridos. Quando a vítima encontra apoio e recursos adequados este ciclo pode ser quebrando e assim inicial uma jornada de cura.

Reconhecer o padrão
Normalmente os relacionamentos abusivos seguem um padrão. Inicialmente o agressor é muito gentil, atencioso e sensível. Até que do nada, para manter o controle, as coisas se tornam tensas, pode surgir um incidente explosivo. Neste momento poderá ocorre uma agressão verbal ou algum ato para intimidar a vítima. O autor do abuso, em seguida, tende mudar seu comportamento passando ser doce e atencioso como antes. Esta é uma tática de controle, sendo implementada especificamente para manter a vítima sob seu domínio. Tome cuidado quando seu ex-parceiro parece arrependido e quando houver promessas que irá mudar, porque agressores geralmente não acreditam que estão fazendo nada de errado, pois acham seu comportamento é justificável. Pessoas abusadoras raramente mudam - mesmo quando participação de terapia. Identificar padrões do ciclo vai ajudar você a ter o controle e estando mais consciente da manipulação que sofre isto vai ajudá-lo a antecipar as ações do outro assim saberá o que o que esperar.
Identificar os recursos disponíveis
Pessoas que sofreram algum tipo de abuso normalmente se retraem com isto o seu parceiro mantém o poder sobre elas. Estes possuem táticas que incluem a coação de que não irá de garantir a educação e o emprego, algumas vezes proíbem o acesso aos meios de transporte cortam o apoio financeiro. Tudo isto é para garantir que a vítima permanece dependente. Se for este o seu caso, procure ajuda de amigos de confiança, familiares e de órgão públicos, como a Delegacia da Mulher, o Ministério Público, ou a Defensoria Pública, em vez de aceitar a ajuda de seu agressor. Estas pessoas podem lhe ajudar financeiramente, fornecer transporte ou conseguir uma vaga em uma creche ou encaminhá-lo para oportunidades de emprego. No momento que a dependência do abusador diminui a pressão de permanecer no relacionamento diminuirá

Busque manter um forte sistema de apoio
Isolamento de amigos e familiares da vítima é outra tática comum dos abusadores. Certifique-se de manter contato com pessoas de apoio em sua vida. Faça uma lista de pessoas com as quais possa contar e que lhe manterão afastados do abusador. Esta lista pode consistir de pessoas, como amigos, familiares, advogados ou o seu terapeuta. Muitos advogados de direito de família fornecem consultas gratuitas e opções flexíveis de pagamento. Um advogado pode fornecer orientações a respeito do divórcio, disputas financeiras e de propriedade, as questões de guarda da criança e pensão alimentícia conjugal e ordens de restrição. Muitas vezes, a única informação que uma mulher agredida recebe é a de seu agressor, o que tende a ser tendencioso. A orientação de um advogado irá ajudá-lo a entender seus direitos e elevar sua auto-estima, minimizando a percepção de que você está sozinha.
Cuide-se
O abuso verbal e emocional pode ser uma conta cara para a sua saúde física e mental. Alimente sua auto-estima, trabalhando com um terapeuta ou até uma amiga ou familiar. Alimente-se bem e faça exercícios. Cuide de suas necessidades físicas e consulte um médico regularmente. Leia livros e passe um tempo no sol - qualquer coisa que lhe traga alegria e ajude a você a se sentir bem. Estas medidas irão ajudar a reduzir o esgotamento de sobrevivência do dia-a-dia e lhe fornecerão a energia necessária para planejar e executar a sua separação.
Plano de Segurança
Mesmo que o seu ex nunca abuse fisicamente, o potencial de perigo ainda é muito real. O tempo de separação é relativo, porque o agressor sente uma perda de poder e controle. É possivelmente planejar seus passos. Isto lhe trará segurança para planejar o futuro mais bem-sucedido. Fique em alerta se o seu ex está buscando uma conciliação, ou esteja implorando para voltar, ou se lhe perseguir e assediar entre em contato com seu advogado, com a Delegacia da Mulher ou com a defensoria pública, estes poderão lhe ajudar a planejar a sua segurança.

Estamos a disposição, envie seu e-mail para agendar uma consulta.
Boa Sorte
Martina

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Você esqueceu de como se cuidar? Uma jornada para auto descoberta após o divórcio

Conversando com uma mãe que está em processo de separação recebi o seguinte relato: “quando olho no espelho vejo como abdiquei da responsabilidade de cuidar de mim, no inicio achei que seria uma pausa breve para cuidar dos filhos, casa, marido e trabalho, mas o tempo foi passando... Quando me divorciei, tive que enfrentar uma série de coisas inclusive as responsabilidades que eu deleguei.

Ela lembrou que logo no início do seu casamento ficou grávida e optou por cuidar das crianças, acabou se ocupando da família e deixando os outros como prioridade. O marido precisava estar bem vestido e apresentável para o trabalho, o trabalho dele era prioridade, afinal sustentava a casa, os filhos nem se fala. Esta dinâmica fez com que ela se dedicasse para ver seu marido e filhos felizes ignorando, completamente, o que precisava. Naquela época, decidiu que não seria uma prioridade.

Isto foi uma receita para o desastre. Quanto mais ela trabalhava para ter certeza que o marido estava cuidado, pior se sentia. Começou a ter ansiedade e ataques de pânico. No início, o marido ficava preocupado, mas ao longo dos anos, ele foi se concentrando nele e se distancio da casa, o que culminou em um divórcio. Então iniciou uma nova jornada de auto-descoberta - uma jornada que começou com a mudança das crenças que já não funcionam mais...

Uma das primeiras crenças que ela mudou foi a de acreditar na capacidade de se sustentar sozinha, pois embora tivesse conhecimento e habilidades para cuidar de suas necessidades financeiras, não tinha a crença que poderia fazer "apenas" por si.

A próxima crença que ela mudou foi a de que precisava ser punida por ter se divorciado. Ela afirmou: "Vivi com a expectativa de que Deus fosse me castigar, por isto não me divertia e essa crença fez com que eu me punisse. Pensei que o propósito da minha vida era trabalhar duro e cuidar de todos e de tudo, pois me sentia responsável - de novo, a não ser por mim.”

Outra crença que ela mudou foi a maneira de assumir a responsabilidade por ela mesmo. Ela acreditava que deveria esperar e encontrar alguém que cuidasse dela, porque ela cuidava de todos. Afirmou que isto foi muito difícil e complicado, pois teve que mudar a forma de se relacionar com os outros.

Haviam muitas outras crenças a serem enfrentadas, depois de ter abdicado de cuidar de si. O método que usou para alterar essas crenças foi o de torná-las conscientes e enfrentá-las uma a uma. Precisou olhar para si. Buscou se redescobrir e mudar o que não estava funcionando. Além disto, se permitiu acreditar que sabia o que precisava mudar, e que podia confiar em outras pessoas para pedir ajuda quando fosse necessário. Essa é uma das coisas mais responsáveis que qualquer um pode fazer.

Quais são as suas responsabilidades atuais? Muitas pessoas têm muitas responsabilidades que elas acabam delegando. Tome algum tempo e verifique suas responsabilidades atuais.
Quais são as responsabilidades que você delegou ou desistiu de atender? Para cada uma das responsabilidades que você identificou, pergunte qual o preço por delegar esta responsabilidade. Algumas responsabilidades têm um preço elevado, por exemplo – a responsabilidade de ter certeza de que todos ao meu redor estão bem cuidados. Outras responsabilidades têm pouco ou nenhum preço. Então olhe para tudo o que você já abriu mão ou desistiu olhe as suas responsabilidades.


Não estando satisfeito com as suas responsabilidades, se pergunte como estas podem ser ajustadas. Veja que a separação pode ser a oportunidade de mudança de crenças. Ela pode ser o próximo passo positivo para uma jornada de vida incrível!
Martína

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Como lidar com a raiva do ex e mante-la longe dos filhos ?

Como lidar com a raiva do ex e mante-la longe dos filhos ? 
O divórcio pode gerar os piores sentimentos em uma pessoa.  Ela pode tornar um pai excepcional a perder o foco no que é melhor para os seus filhos, que por sua vez pode fazer com que as crianças se sintam maltratadas. Parece que alguns pais não conseguem distinguir o sentimentos ruins que possuem em relação ao ex-cônjuge e seus sentimentos com os filhos. Quando esses sentimentos negativos afetam a relação com as crianças, o resultado é uma relação pai / filho complicada.

Um pai pode transformar a raiva de seu filho em aceitação, quando este se dispões a ajudar seu filho a lidar com o estresse do divórcioÉ importante que os pais que se divorciaram aprendam a lidar com sua própria raiva e sentimentos, a fim de curar o relacionamento com seu filho. Um pai precisa estabelecer padrões para si que vão ajudar a atender as necessidades de seus filhos. Estas normas, juntamente com a ajuda de um terapeuta pode ser muito útil quando se tenta curar um relacionamento com uma criança com raiva. Abaixo estão algumas diretrizes para lidar com uma criança com raiva.
  • Ame o seu filho e esteja lá para eles, mesmo que sua palavras sejam agressivas ou magoem.
  • Mostre seu amor. Mostre o amor quando você falar com eles, não importa o quão doloroso você se sente.
  •  Tenha responsabilidade com os seus filhos e nunca os abandone, não importa a dor que esteja sentindo. Esteja lá para ajudá-los, amá-los e educá-los pois este é o papel de um pai. Diga com amorosidade quando o seu comportamento é inadequado. 
  • Caso haja, alguma razão que eles fiquem incomunicáveis escreva e-mail's ou cartas. Mantenha uma conexão indo, mesmo à distância.
  • Mostrar interesse em sua vida, pergunte o que eles estão fazendo e como eles estão se sentindo. Não permita que a sua nova vida gere desinteresse pelas necessidades de seus filhos.
  • Se a raiva continua, esteja disposto a ir para a terapia com o seu filho. Mostre ao seu filho que você vai lutar para ter um bom relacionamento com ele.
  • Não fique pessoalmente ofendido quando seu filho expresse a raiva que sente. Tenha em mente que a raiva está vindo do medo de perder você como um pai.
  • Se seu filho tiver perguntas e for preciso falar sobre o divórcio esteja disposto a ouvir e responder. Você precisa tentar olhar a situação na perspectiva do seu filho.
  • Pergunte a outros membros da família para intervir. Peça-lhes para falar com o seu filho de uma maneira positiva sobre a importância da relação pai / filho.
  • Curar a sua própria dor. Você pode se sentir rejeitado e magoado, mas é importante você ficar forte por causa de seu filho.
  • Não coloque novos relacionamentos acima do relacionamento com seu filho. Mesmo se você conhecer alguém novo, continue a viver de uma forma que permita que o seu filho saibe que eles são sua prioridade número um.
Um único grupo de apoio dos pais pode ser a chave para a sobrevivência de seu relacionamento com seu filho. Falando e compartilhar idéias com os pais que estão enfrentando os mesmos problemas irão gerar novas opções e maneiras de lidar com os conflitos. Não reprima seus sentimentos e não se recuse a falar sobre eles ou lidar com a raiva de seus filhos. Você está a perder o relacionamento mais importante que você tem.

Boa Sorte, Martina

São nestas páginas que encontrarás o apoio para curar, superar e seguir em frente!
Boa sorte,
Caso precise de apoio entre em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo do face: Separei e Agora? - Apoio para mulheres separadas!
Para homens: em breve

domingo, 17 de novembro de 2013

SEIS SINAS QUE SEU CASAMENTO ESTÁ EM PERIGO

SEIS SINAS QUE SEU CASAMENTO ESTÁ EM PERIGO

Muitos casais acabam se divorciando. A questão é porque esperar até que seja tarde demais? Porque não procurar ajuda necessária para salvar seu casamento? Não lidar com problemas conjugais pode significar um acúmulo de ressentimento, mágoa e pode levar a um dos cônjuges a se separar emocionalmente do outro. Abaixo estão seis sinais de que você pode estar esperado demais para salvar seu casamento.

1.       Você já sonhou com uma vida sem seu cônjuge:

Pensar sobre o quanto a vida seria melhor se você estivesse divorciado é comum. Acontece durante os períodos de conflito conjugal para a maioria dos casais. O que não é normal é, muitas vezes, fantasiar sobre o divórcio. Este é um sinal de que você está preso em uma situação desagradável e você é incapaz de encontrar uma solução. É um sinal claro de que você precisa procurar uma terapia de casal antes que seja tarde demais.
Se você está ansioso para ter uma vida longe de seu esposo eu encorajo você a compartilhar esses sentimentos com seu cônjuge. Pode não ser a discussão mais confortável que você terá com o seu cônjuge, mas este tem o direito de saber que você está questionando se deseja ou não manter o casamento.

2.       Quando os aspectos negativos superam o positivo

Se os aspectos negativos superam os positivos em seu casamento, então o seu casamento está em apuros e precisa de ajuda. Se houver mais problemas do que o “paraíso”, você precisa obter ajuda para aprender a como enfrentar os conflitos do seu casamento. Não espere, não fique parado. Você precisa tomar medidas pró-ativas para resolver seus problemas conjugais. A inércia vai levar a outros problemas, então enfrente os aspectos negativos e não leve seu problema adiante, invista em ser feliz para ter um bom casamento.
Faça um favor a você mesmo, ao seu cônjuge e ao seu casamento e não permita que a balança penda muito para o negativo procure ajuda e orientação de como lidar com esses conflitos conjugais.

3.       Guardar rancores e mágoas dentro de ti

Você encontra-se temeroso para falar com o seu cônjuge sobre os problemas conjugais ou da vida em geral? A comunicação é uma importante forma de aliviar o stress e criar um vínculo saudável entre os casais. Se você não se sente confortável conversar com seu marido isso poderia ser um sinal de que você não sente falta de confiança em seu cônjuge. Um casamento não pode sobreviver onde não se confia.

4.       Se um dos dois vive na defensiva

Se qualquer um de vocês vive na defensiva, despreza os sentimentos do outro, mostra desprezo pelas crenças ou a sua forma de se engajar, então você está com alto risco de divórcio. Quando os problemas estão sendo evitados ou mecanismos de defesa negativos estão envolvidos ao tentar lidar com o conflito você não está permitindo a resolução de conflitos saudável. Ele pode ser o beijo da morte para um casamento.

5.       Você se sente como o único tentando resolver os problemas

Você está frustrado porque cada vez que você tenta discutir os problemas com seu cônjuge este se afasta de você? Você já falou que você não se importa mais. Não é incomum que um dos cônjuges se retire, quando um sente que os problemas no casamento estão sendo evitadas pelo outro cônjuge. Eventualmente, um ou outro cônjuge vai se desligado e já não está interessado em resolver os problemas conjugais.

6.       Você raramente, ou nunca faz sexo

Talvez um de vocês deseja sexo e o outro não quer. Talvez você tenha ficado tanto tempo parado que há a necessidade de uma nova conexão íntima com o outro. Qualquer que seja a razão, um casamento que não tem intimidade sexual e afeição tem grande chance em acabar em divórcio ou acabar sendo um casamento de conveniência. Aquele em que você fica para o bem das crianças, ou porque você está com medo da mudança.

Quando se evita superar problemas conjugais importantes, tais como a falta de sexo, isto faz com que um casamento acabe secando como uma videira, gera ressentimento no cônjuge que está se sentindo menos satisfeito e ele quebra o vínculo que todos os casamentos devem ser construídos o vínculo da intimidade.
BOA SORTE


MARTÍNA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Preservando o Espirito Natalino X Separação


Para mim o Natal devia ser um momento mágico, principalmente quando se é criança. Acredito que nenhum adulto tem o direito de roubar esta magia. Claro que quando há uma separação em jogo ambos os pais lidam de forma diferente com os momentos festivos e não podemos controlar o outro lado. Hoje, vivo fazendo a minha parte sou mãe e muitas vezes pai ao mesmo tempo, me sinto sobrecarregada, mas busco preservar meus filhos de agressões, nem sempre consigo e confesso que muitas vezes perco o chão e não sei o que fazer.

O Natal está chegando e como falei para muitos pais separados é um momento complicado. Como lidar então com a ambigüidade do momento, sem afetar o encantamento que deveríamos proporcionar aos nossos filhos. Como manter o espírito natalino vivo para seus filhos. Seguem aqui alguns pensamento e experiência minhas...

Enfatize o positivo. Em outras palavras, se concentre na decoração, nas festas, fazer bolos e bolachas, presentes e cartões de natal.
Se para todos é um sofrimento ver a família divida num momento festivo deixe que seu filho seja o último, a saber.

Não fale da separação do divórcio:
Uma amiga minha disse aos seus filhos, “este é o nosso primeiro Natal como uma família quebrada." Ai, doeu em mim! Ela passou as férias com raiva de seu ex-marido porque seus filhos não foram capazes de desfrutar o Natal que tinham de costume. Para seus filhos curtirem o Natal terás que dar um exemplo positivo, claro que sei que é um momento de superação, e sei porque já passei por isto, mas afinal de contas seus filhos não pediram para estar passando por isto. Não cometa o mesmo erro que a minha amiga fez, permitindo que seus sentimentos negativos invadam o espírito natalino das crianças... ou qualquer outro.

Aproveite ao máximo as horas que você tem com seus filhos:
“Em princípio” ambos os pais amam um filho. “Ambos” querem estar com a criança, tanto quanto possível,  especialmente, durante as festividades. Se você é divorciado, e não tem como compartilhar cada momento das férias com seu filho, isto não significa que você não pode tirar o máximo proveito do tempo que você tem com ele.
Para os homens, por favor, busquem se esforçar mais. Muitos sofrem mais privações de liberdade. Construam tradições novas com seus filhos. Aproveitem o tempo que tem com eles, mesmo que seja pouco. Aproveite positivamente. Conheço um pai que nunca colocou uma árvore, nunca levou os filhos para comprar enfeites de natal nem mesmo para fazer compras de natal, nem aproveitou os dias extras que poderia ter com os filhos durante a temporada de férias. Ele perdeu a guarda na separação então resolveu seguir a sua vida e fez o mínimo pelos filhos. Foi a forma que encontrou de castigar a ex. Esse pai agora se pergunta por que seus filhos são tão distantes. Eles estão distantes porque ele passou o tempo que ele tinha com os filhos focado na raiva que ele tem em relação a sua ex.
Como pai, você tem uma escolha. Natal pode ser um momento de celebração compartilhada com seus filhos, ou pode ser um momento de olhar para o umbigo e se lamuriar. Cabe a você construir novas memórias. A construção de memórias positivas significa construir relações fortes, no Natal e durante todo o ano.
Ame seus filhos em primeiro lugar:
Cresci escutando “casou se ferrou...” ou minha mãe contando o quanto meu pai não prestava....
O foco estava sempre no negativo. Vivi com um peso. Até hoje meus pais se odeiam. Sei que não tenho uma boa relação com meus ex, mas em momento algum busco expor isto para meus filhos não os engano dizendo que somos amigos, mas quando estou com meus filhos mostro para eles que a vida continua. Sim, eles me viram chorando, mas me vêem mais batalhando por momentos positivos e divertidos. Você precisa amar seus filhos mais do que você odeia o seu ex-cônjuge. As férias são para ser curtidas para se viver a alegria de estar juntos para o bem de seus filhos. Seja um adulto e coloque as necessidades e desejos de seus filhos acima de suas necessidades e desejos, e você e seus filhos vão ter um Natal que será preenchido com o espírito sazonal e amor.

por Martína Mädche, advogada

OAB/RS 60.281


Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 


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