quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ponderações para negociar com um ex irritado


Conhecimento e consciência é a chave para a negociação bem sucedida de um acordo em um divórcio.
Minha experiência mostra que o” ex raivoso” normalmente sai bem sucedido em uma negociação. Por quê? Normalmente, ele está disposto a pagar um alto preço por um advogado e usa de todos os recursos para punir quem o machucou, e para tanto usa todos os recursos disponíveis no sistema judicial.

O Advogado não deve incentivar o cliente a agir com atitudes raivosas, devendo orientar o cliente a manter a civilidade, mostrando os prejuízos das relações de inimizade. Entretanto, quando estamos lindando com uma separação litigiosa é importante estar alerta e prestar muita atenção.

Ocorre que em uma situação em que o ex está bastante ferido deve-se ter muita atenção à forma como o ex está escolhendo para "defender-se" durante o processo de divórcio. Procurar orientação ajuda a entender que a raiva é uma emoção secundária que abrange sentimentos de abandono, medo, perda, vergonha ou culpa, para citar alguns.

É comum as pessoas que reagem com emoções negativas usem de todas as alternativas legais para recuperar uma sensação de poder. Estar ciente do que impulsiona o seu mau comportamento pode lhe ajudar a se proteger legalmente, podendo se formular respostas adequadas ao seu comportamento.

A separação é considerada a segunda maior pressões da vida, seguindo apenas da morte de um filho ou cônjuge, na lista de 43 eventos mais estressantes.

O estresse e a raiva que seu ex está sentindo irão impactar diretamente em qualquer negociação de seu processo judicial e na condução da sua separação. Você deve se preparar para responder adequadamente a estas questões.


Boa Sorte, 

Martína

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Nem sempre o Divórcio deve ser a primeira opção!


Contos da Vida!

Naquela noite,enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De 
repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

(Rubens Lima)

Valorize quem realmente te ama ... Pense nisso ... !!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Preservando o Espirito Natalino X Separação


Para mim o Natal devia ser um momento mágico, principalmente quando se é criança. Acredito que nenhum adulto tem o direito de roubar esta magia. Claro que quando há uma separação em jogo ambos os pais lidam de forma diferente com os momentos festivos e não podemos controlar o outro lado. Hoje, vivo fazendo a minha parte sou mãe e muitas vezes pai ao mesmo tempo, me sinto sobrecarregada, mas busco preservar meus filhos de agressões, nem sempre consigo e confesso que muitas vezes perco o chão e não sei o que fazer.

O Natal está chegando e como falei para muitos pais separados é um momento complicado. Como lidar então com a ambigüidade do momento, sem afetar o encantamento que deveríamos proporcionar aos nossos filhos. Como manter o espírito natalino vivo para seus filhos. Seguem aqui alguns pensamento e experiência minhas...

Enfatize o positivo. Em outras palavras, se concentre na decoração, nas festas, fazer bolos e bolachas, presentes e cartões de natal.
Se para todos é um sofrimento ver a família divida num momento festivo deixe que seu filho seja o último, a saber.

Não fale da separação do divórcio:
Uma amiga minha disse aos seus filhos, “este é o nosso primeiro Natal como uma família quebrada." Ai, doeu em mim! Ela passou as férias com raiva de seu ex-marido porque seus filhos não foram capazes de desfrutar o Natal que tinham de costume. Para seus filhos curtirem o Natal terás que dar um exemplo positivo, claro que sei que é um momento de superação, e sei porque já passei por isto, mas afinal de contas seus filhos não pediram para estar passando por isto. Não cometa o mesmo erro que a minha amiga fez, permitindo que seus sentimentos negativos invadam o espírito natalino das crianças... ou qualquer outro.

Aproveite ao máximo as horas que você tem com seus filhos:
“Em princípio” ambos os pais amam um filho. “Ambos” querem estar com a criança, tanto quanto possível,  especialmente, durante as festividades. Se você é divorciado, e não tem como compartilhar cada momento das férias com seu filho, isto não significa que você não pode tirar o máximo proveito do tempo que você tem com ele.
Para os homens, por favor, busquem se esforçar mais. Muitos sofrem mais privações de liberdade. Construam tradições novas com seus filhos. Aproveitem o tempo que tem com eles, mesmo que seja pouco. Aproveite positivamente. Conheço um pai que nunca colocou uma árvore, nunca levou os filhos para comprar enfeites de natal nem mesmo para fazer compras de natal, nem aproveitou os dias extras que poderia ter com os filhos durante a temporada de férias. Ele perdeu a guarda na separação então resolveu seguir a sua vida e fez o mínimo pelos filhos. Foi a forma que encontrou de castigar a ex. Esse pai agora se pergunta por que seus filhos são tão distantes. Eles estão distantes porque ele passou o tempo que ele tinha com os filhos focado na raiva que ele tem em relação a sua ex.
Como pai, você tem uma escolha. Natal pode ser um momento de celebração compartilhada com seus filhos, ou pode ser um momento de olhar para o umbigo e se lamuriar. Cabe a você construir novas memórias. A construção de memórias positivas significa construir relações fortes, no Natal e durante todo o ano.
Ame seus filhos em primeiro lugar:
Cresci escutando “casou se ferrou...” ou minha mãe contando o quanto meu pai não prestava....
O foco estava sempre no negativo. Vivi com um peso. Até hoje meus pais se odeiam. Sei que não tenho uma boa relação com meus ex, mas em momento algum busco expor isto para meus filhos não os engano dizendo que somos amigos, mas quando estou com meus filhos mostro para eles que a vida continua. Sim, eles me viram chorando, mas me vêem mais batalhando por momentos positivos e divertidos. Você precisa amar seus filhos mais do que você odeia o seu ex-cônjuge. As férias são para ser curtidas para se viver a alegria de estar juntos para o bem de seus filhos. Seja um adulto e coloque as necessidades e desejos de seus filhos acima de suas necessidades e desejos, e você e seus filhos vão ter um Natal que será preenchido com o espírito sazonal e amor.

por Martína Mädche, advogada

OAB/RS 60.281


Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 


Caso precise entrar em contato: Martína Mädche

Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
Comunidade: Martina.Mädche
Comunidade: Divórcio para Eles
Comunidade: Divórcio para Elas


domingo, 2 de dezembro de 2012

Divórcio de um Narcisista


Sobreviver a um Narcisista...

Nunca me imaginei divorciada com duas crianças pequenas. É bem difícil demorou para cair a ficha, pois tive poucas brigas com meu ex. Hoje estou buscando me entender principalmente e também entender um pouco mais sobre este mundo novo que estou descobrindo. Encontrei em um blog alemão algumas definições sobre o comportamento de um ex-cônjuge narcisista. Acho que isto pode ajudar algumas pessoas a entender melhor a sua história.

Primeiro vamos considerar algumas das características do narcisista:


·         Tem uma necessidade de admiração,
·         A necessidade de estar certo,
·         A necessidade de ser visto como o cara bom,
·         A necessidade de criticar quando você não atender a sua necessidade,
·         É carismático e bem-sucedido,
·         Não tem a capacidade de sentir remorso,
·         Não tem consciência,
·         Tem uma tremenda necessidade de controlá-lo e a situação,
·         Usa uma fachada de carinho e compreensão de manipular,
·         É emocionalmente indisponível,
·         Nada é sempre culpa sua,
·         Pende para o ressentimento,
·         Tem um senso grandioso de auto,
·         Sente incompreendido,
·         Não está interessado em resolver problemas conjugais, é o seu caminho ou a estrada,
·         Tem inveja do sucesso do outro,

No artigo dizia o seguinte que quando nos divorciamos de um narcisista “ele” rejeita completamente algumas de suas necessidades, ou todos os anos de dedicação e companheirismo mútuo que você tinha construído junto.
Ele demonstra um senso de equilíbrio e justiça durante um divórcio (mesmo através de uma traição) Para o narcisista, tudo se foi,.. nada será como foi com ele. O narcisista pode mina-lo com seus amigos, com seus filhos e roubar o seu dinheiro, tudo ao olhar sincero.

Como se proteger:
O narcisista tem dificuldade de aceitar que sua influência na sua vida acabou. Ele irá tentar permanecer no controle de sua influência sobre sua vida. Se você tem filhos com esta pessoa ele vai querer determinar a forma que as crianças são sustentadas, como as visitas irão ocorrer e todos os demais aspectos. Ele sempre sabe a melhor solução.
É necessário estar atento ao abuso emocional e financeiro, o narcisista e realiza a violência doméstica dependendo como você responde a ela. Se você mostrar ao narcisista qualquer simpatia, medo, fraqueza ou confusão o narcisista se alimenta e continua com seu ciclo de comportamento abusivo.

Quatro Táticas para lidar com o narcisista:

·         Examine o seu papel no conflito em curso: Quanto mais saudável você está emocionalmente mais sucesso você terá em lidar com ele. Um narcisista é adepto de causar confusão. O Narcisista se realiza quando há um conflito em relação a alguma questão do divórcio e você começa a questionar se o problema é com você ou com ele. Isso é exatamente o que o narcisista quer de você; que fique confusa e questione a si mesmo.
Muitas vezes as pessoas me perguntam o que podem fazer para mudar o modo como alguém responde a ela. Se você está tentando fazer algo que vai fazer a diferença na maneira como ele/ela se comporta PARE VOCÊ NÃO PODE MUDAR O COMPORTAMENTO DOS OUTROS, mas você pode mudar a maneira como você responde ao seu comportamento.
Sua resposta a um narcisista deve ser medida. Você deve estar ciente de que ele / ela está tentando empurrar suas questões para cima de você. O melhor a fazer é perceber que as coisas que o narcisista faz ou diz não são sobre você, é sobre ele. O narcisista é a tentativa de se sentir melhor, fazendo você sentir medo, vergonha ou culpa.
O narcisista vai projetar seus próprios medos, vergonha e culpa em você, usando o judiciário ou outros meios para seu fim. Não retaliar ou desafiá-lo coloca a vergonha, medo e culpa de volta para eles.

·         Lidar com a realidade da situação. O mundo do narcisista é feito de fantasia, nada é real, tudo é uma expressão de sua necessidade de ser alguém que não é. É imperativo que você veja o narcisista como ele realmente é, e não para quem você gostaria que ele fosse.
Independentemente de quão boa você quer ser quanto mais você trabalhar em trazer o bem para fora, mais narcisista vai explorar a sua bondade.
O narcisista quer que você duvide de seu próprio valor. A melhor defesa durante o divórcio, contra tal pessoa é valorizar a sua própria auto-estima e se recusar a entrar no jogo dele.

·         Esteja disposto a estabelecer limites firmes. O narcisista acredita que suas necessidades são mais importantes do que a suas. Eles acreditam que são mais inteligentes do que você sendo inaceitável que alguém discorde deles. Por esta razão, eles não têm uma compreensão de limites e respeito as necessidades dos outros.
Você não pode ensinar ou esperar ao narcisista respeitar a necessidade do outro. Você pode, porém se recusar a permitir que o narcisista cruze suas fronteiras e lhe cause stress. Você terá que controlar quais comportamentos você vai ou não vai permitir.
Não cometa o erro de acreditar que a tentativa de controlar os comportamentos do narcisista é a resposta para definir limites com ele. A maioria acredita que se proteger e estabelecer limites significa enfrentar e ser assertivo. Isso não funciona com o narcisista. Quanto mais você confrontar e fazer valer a sua posição mais você joga em seu jogo.
Talvez seja necessário determinar uma forma de comunicação, como por exemplo, que seja por e-mail, pois desta forma não irá manipula a comunicação. Comunique que você não irá responder a qualquer comunicação que a menospreza ou rejeite suas necessidades.
Se quiser parar o ciclo de abuso e desrespeito você deve ser firme. Lembre-se, você está tentando separar-se do narcisista.

Busque um sistema de suporte e compreensão. Durante o divórcio todos nós vamos para a família e amigos para pedir apoio e conselhos. Sua situação é única embora amigos e família possam duvidar de sua honestidade quando você retransmitir com o que você está lidando.
É essencial que você contrate um advogado para lhe proteger. Além disso, procure um terapeuta, que pode ajudá-lo a trabalhar através dos sentimentos que você terá durante o divórcio e depois. Um terapeuta pode ajudar a estabelecer limites e ficar com eles, um terapeuta pode ajudar a identificar o seu papel no conflito e pode ajudar você a entender o que é e não é "real".
Escolha bem a pessoa que lhe irá ajudar, pois esta irá exercer um papel fundamental na forma como você irá navegar durante o divórcio.
Boa Sorte

Um Feliz Natal após o divórcio


Natal e Divórcio...

Não há como não admitir, o Natal é um momento especial e importante. Para mim é especialmente importante quando se tem filhos. Hoje tenho a preocupação de fazer o Natal de meus filhos especial, mesmo sendo divorciada. Para tanto me esforço no seguinte sentido. Meu primeiro divórcio pós Natal foi emocionalmente muito complicado. Eu o temia muito. Estava com medo de não ter forças para enfrentá-lo. Além de ser um territórios novo eram emoções novas que eu nunca havia sentido. Era um mar novo a ser navegado envolta a muitas emoções negativas. A primeira coisa que percebi é que teria que colocar minhas emoções em segundo plano, já que não tinha o direito de quebrar o encanto de uma época tão especial. Lembro-me que tinha que criar novas emoções, novas tradições, assim poderíamos nos distrair deste momento para mim tão assustador. A meta era conseguir fazer um Natal alegre e tão especial como os antigos.

Aqui montei algumas ideais para sobreviver a este momento tão delicado:
 ·         Peça apoio e ajuda para a família e amigos. Faça deles uma parte de sua celebração do Natal. Neste momento “quanto mais melhor...”. As pessoas são uma grande distração busque estar cercado de pessoas que gostam de você e cuidem deste momento tão delicado.
  •          Crie tradições familiares novas. Faça coisas diferentes. Se fazia biscoitos com seus filhos busque outras receitas ou faça decoração em feltro. Encontre uma música e decoração nova para marcar os próximos natais. Busque novas atividades emocionantes.
  •    Não carregue culpa, pois ela não leva a lugar algum. Se seus filhos ficarem chateados mostra-lhes novas perspectivas. Diga que terão duas comemorações de Natal uma com você e outra com o ex-cônjuge. Se virem sua tristeza não há problema em admiti-la, mas busque mostrar que a mudança pode ser positiva. Olhar para frente é isto o que deve ser feito. Mostre a seus filhos que irão sobreviver este é o maior presente que o Natal pode lhes trazer. Pega os limões e faça uma limonada é a grande lição que podemos dar aos nossos filhos, não importa em que época do ano.


Que as esperanças se renovem neste natal...
Desejo paz a todos e todos os dias!

Divórcio crianças e férias


Divórcio criança e férias


As férias estão chegando, e com elas os feriados de final do ano. Estamos um pouco estressados com isto aqui em casa assim decidi colocar algumas idéias no blog sobre este período. Vejo o que mais devemos fazer durante o processo de divórcio é amar e apoiar os filhos, mas não importa o quanto tentamos a primeiras férias são muito difíceis, pois substituir as memórias passadas de férias felizes não é tarefa fácil. Abaixo estão algumas sugestões sobre como lidar e satisfazer as necessidades de seus filhos durantes às férias:



Oferecer Entendimento:
·         Para aqueles que são pais às vezes é complicado transmitir segurança, pois muitas vezes os pais não sabem como o filho está se sentindo. O ideal é conversar e expor as crianças o que está ocorrendo. Conversar com os filhos e expressar seus sentimentos mostrando que entende os sentimentos deles e que os seus não são muito diferentes deles. Assim eles podem ver que seus sentimentos são normais. Ter disponibilidade e disposição para ouvir e validar os sentimentos de seus filhos irá aliviar uma grande quantidade de tristeza que eles possam estar sentindo.
·         Seja cordial com seu ex: por mais difícil que seja. Para as crianças é importante saber que um dia os pais quem sabe possam ser amigos, mas não deixe de respeitar seus limites.
·         Envolva seu filho nas tomadas de decisões: as crianças sentem faltam de ter o controle de alguma coisa. Eles já não têm voz na tomada de decisão se a família ira  ou não permanecer unida. Converse com eles sobre seus desejos para então ponderar e ver o que é possível ou não fazer. Principalmente em datas festivas como Natal, aniversários entre outras ocasiões especiais, pois são datas marcantes para eles. Isto diminui o stress das crianças, pois lhes da segurança e uma sensação de controle.
·         Criar tradições novas: Acabe com tradições antigas que causam dor emocionais seus filhos. Crie novas tradições que façam seus filhos olharem para frente fazendo com você em sua casa.

Crie uma relação de trocas com seus filhos, mostre que você está aprendendo assim com eles.

Boa Sorte e bola para frente...

sábado, 2 de junho de 2012

Como lidar com seu filho durante o divórcio!



O divorcio é difícil e estressante para os maridos e esposas, mas é muito mais preocupante para os seus filhos, porque as crianças não têm a maturidade, sabedoria e experiência dos adultos. Esta capacidade limitada para compreender o divórcio dos pais pode ser tanto assustadora e provoca ansiedade nos pequenos.
Do ponto de vista de uma criança, o divórcio dos pais representa um completo desmantelamento de uma realidade que eles conheciam - mesmo que a realidade fora preenchido com discussões constantes e desentendimentos. Além disso, a sua angústia é realçada ainda mais pela observação de como a separação impacta sobre seus pais como eles reagem à mudança no seu relacionamento e circunstâncias.
As respostas das crianças ao divórcio dos seus pais são bastante variáveis. Algumas crianças agem para fora, enquanto outros internalizam, mas uma coisa é certa, ele não passa despercebido ou sem conseqüências.
A pesquisa sobre a adaptação das crianças ao divórcio é bastante clara em afirmar que os primeiros seis meses após a separação é um período marcado pela angústia e perturbação. No entanto, para a maioria das crianças, após um ano a situação se torna "normal" novamente. A adaptação dos filhos ao divórcio (tanto positivo quanto negativo) é largamente influenciada pela conduta de seus pais.
A seguir estão as estratégias de tratamento mais eficazes para as crianças do divórcio:

  • Deixe a criança saber que ela é amada por ambos os pais, que há uma mudança na família, mas que o sentimento dos pais por ela é o mesmo.
  • Mantenha a mesma rotina diária, o quanto for possível.
  • Se possível, tente ficar na residência da criança (ou bairro) e manter a mesma escola - pelo menos até que as coisas se estabilizem ou até o final do ano letivo.
  • Gaste tempo com seu filho fazendo algo que ele ou ela vai desfrutar – concentre nas necessidades de seus filhos.
  • Tranquilize seu filho, explique que embora haja muitas mudanças, as coisas vão se acalmar que vida vai ficar mais fácil - mantenha uma atitude positiva em relação as mudanças que estão ocorrendo.
  • Ajude seu filho a falar sobre sentimentos dolorosos. Na época da separação e do divórcio muitas crianças ficam ansiosas, deprimidas e com raiva, freqüentemente ficam chorosas, dormem mal, tem problemas intestinais, ou pioram o desempenho escolar. Para ajudá-lo a superar esta fase, encoraje-o a falar sobre seus sentimentos e responda com compreensão e apoio. 
  • Certifique-se de deixar bem claro que seus filhos não são os culpados pelo divórcio. As crianças geralmente sentem-se culpadas, acreditando que elas de alguma maneira causaram o divórcio e precisam ser tranquilizadas quanto ao fato de que não foram elas que provocaram o divórcio.
  • Explique que o divórcio não tem volta. Algumas crianças se agarram na esperança de que de alguma forma elas poderão reatar a relação dos pais, e, portanto fingem que a separação é temporária. Tornar claro para a criança que o divórcio não tem volta, pois isto facilita que encarem o sofrimento e a perda
Boa Sorte e seja paciente!


- CHILDREN OF DIVORCE; by Mitchell A. Baris and Carla B. Garrity; Psytec, Inc., 1988 
- GROWING UP DIVORCED; by Linda B. Francke; Fawcett Crest, 1983 
- THE BOYS AND GIRLS BOOK ABOUT DIVORCE; by Richard A. Gardner; Bantam Books, 1970 
- THE PARENTS BOOK ABOUT DIVORCE; by Richard A. Gardner; Bantam Books, 1976