terça-feira, 9 de agosto de 2016

O deslocamento do pai, durante o divórcio

divorcio pai e martina madche
O deslocamento de homens das vidas de seus filhos seja através de divórcio ou pela mãe solteira faz parte da grande mudança cultural da vida moderna. Esta mudança deixou um considerável número de órfãos que podem ser considerados um risco de falha à medida que amadurecem. As pesquisas apontam que – falta de pais e filhos órfãos – são uma fonte de muitos problemas difíceis, se não intratáveis. Ausente seus pais, essas crianças em números alarmantes tornam-se jovens suicidas, adolescentes grávidas, jovens delinquentes, adolescentes desordenados, abandonam a escola, toxico dependentes e condenados juvenis. Há uma fatia considerável da nossa sociedade na qual temos famílias cada vez mais matriarcais, com os homens e pais ausentes ou reduzidos a algo como um doador de esperma, portanto, muito menos do que os pais de pleno direito. Hoje, há a necessidade de um movimento no qual homens buscam seus direitos de pais para modificar essa perturbação cultural.

Com certeza, a liberalização do divórcio, que removeu o conceito de culpa de uma ruptura conjugal, faz com que hoje seja muito mais fácil para um dos cônjuges acabar com um casamento mesmo contra a vontade do outro. Na verdade, o divórcio sem culpa abriu a porta para muitas pessoas saírem e escaparem do que chamamos de "casamentos sem amor."

Ocorre que direitos dos homens e activistas dos direitos dos pais afirmam, no entanto, que com a liberalização das leis do divórcio, que aconteceu no mundo desenvolvido no início dos anos 1960, agora coloca os homens em desvantagem decidida e injusto, particularmente nas áreas de guarda dos filhos, visitação e apoio. A colisão de direitos dos homens e dos direitos dos pais com o aumento da sensação de independência das mulheres politizou casamento e direito da família.

Que as mulheres, ingressam de dois-para-um, mais ações de divórcio, portanto, temos uma ideia da mudança dinâmica do casamento e divórcio no Brasil.

Muitos homens não só se veem ameaçados e amedrontados, mas também vítimas de esposas que se deslocam para acabar com casamentos unilateralmente ou contra seus desejos. Divórcio indesejado e paternidade sem a guarda mina a autoridade dos homens que sentem o seu papel na vida dos seus filhos reduzidos para um visitante ocasional - uma transformação difícil para muitos homens e uma devastadora para os homens com uma visão tradicional do casamento, família e filhos.

O caminho para um divórcio nunca é uma suave, mesmo quando o casamento termina por meio de uma ação incontestável, sem culpa. Até mesmo quando um casal se divorcia amigavelmente divórcios, como muitos fazem, o fracasso do casamento geralmente significa discussões e divergências sobre a divisão e distribuição de bens conjugais e dívidas. Quando os casamentos não têm filhos, os cônjuges divorciados, de uma forma ou de outra, terminam o casamento e podem ir cada um para um lado, sem nunca ter de ver um ao outro novamente.Quando os casamentos envolvem filhos menores, cônjuges divorciados percebem rapidamente que, embora o casamento acabou, cada um continua a ser um pai para a vida. E aqui é onde os problemas começam. Os pais divorciados devem e precisam manter contato é aqui onde os desafios começam.

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar a reencontrar a Felicidade, por meio de uma prática de treinamentos que ajudam mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e rupturas. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

12 hábitos de pessoas infelizes

“Estou determinada a ser alegre e feliz em qualquer situação. Aprendi que não importam as circunstância, não são elas que determinam a sua miséria ou infelicidade, mas sim a nossa disposição”. (Martha Waschington, esposa do Presidente George Washington, EUA.

Felicidade é algo pelo qual todos lutamos, mas nem tudo na vida são flores., porém sabemos o seguinte: 1. A vida é curta e 2. A infelicidade dificulta nossas vidas. Como é de conhecimento comum nossos hábitos influenciam nossa qualidade de vida, e se pode dizer que esses hábitos afetam nosso estado mental, ou seja, nossa felicidade ou a falta dela.

Primeiramente, temos que distinguir a depressão da infelicidade crônica, pois a depressão é um desequilíbrio químico no cérebro, enquanto a infelicidade é uma disposição que muitas vezes é adquirida através de como escolhemos viver nossas vidas. A boa notícia é que ambas podem ser tratadas!

Martína MadcheEntão vou falar de 12 hábitos que causam infelicidade, e que podem ser evitados! São hábitos que observei em mim depois de alguns anos de infelicidade vividos.


1. Reclamação Crônica
Primeira coisa que constatei era de que eu vivia infeliz reclamando de tudo! Quando iniciei minha jornada pelo autoconhecimento li que: “Pessoas felizes e bem sucedidas não reclamam muito! Por outro lado, existem aquelas pessoas que sempre tem algo negativo para observar... mesmo, quando poderiam estar felizes”. Todos nós passamos por situações justas ou injustas. “Todos temos pedras no meio do caminho...”,assim,  cabe a cada um dimensionar o tamanho da sua. Podemos escolher viver reclamando, ou então, procurar soluções para os problemas em vez de reclamar, já que esse hábito não nos leva a lugar algum.
Venho de uma família em que o hábito é viver reclamando. Percebi que a regra lá em casa era  a de viver insatisfeito... sempre havia uma razão para reclamar. Somente, depois de longos  anos de estudos percebi que isso era algo transmitido de geração em geração. Para superar o hábito, precisei me policiar todos os dias.  Hoje enfrento uma batalha diária para persistir e adquirir novos hábitos.

2. Ser crítico – consigo e com os outros
Outro hábito que tínhamos era o de ser crítico. A forma como falamos conosco condiciona a nossa autoimagem para melhor ou pior  Autoestima é um componente essencial para a nossa felicidade, e todos deviam se dar o direito de se sentir bem. Podemos perceber e depois aceitar os erros que cometemos. Depois, a ordem é seguir em frente... sem se envolver com uma fala negativa e punitiva. Lá em casa, as falhas eram rememoradas e, assim, críamos o hábito de nunca nos perdoarmos pelos nossos erros. Novamente, me veio o desafio de encarar velhos hábitos.
Como brinde a autocrítica vem o hábito de analisar e avaliar os demais. E assim, vivíamos avaliando e criticando outras pessoas, porém viver criticando só nos traz infelicidade não há dúvida. Ademais, devemos aceitar e respeitar as diferenças e imperfeições dos outros. Todos têm o direito de viver feliz sem críticas indevidas.

3. Viver fora da sua realidade
Vivemos em uma sociedade de consumo, na qual somos constantemente bombardeados com propagadas que nos dão a promessa de felicidade. Assim, sonhamos com um carro, com o novo modelo de celular ou então com um novo cartão de crédito, uma roupa nova, um sapato enfim... Todos eles prometem uma satisfação. De fato, a compra pode oferecer um impulso emocional necessário que, entretanto, tem pouca duração, pois não é à toa que se fala em “remorso do comprador”.
Em vez de procurar uma ” felicidade” efêmera, procure algo mais gratificante como um encontro com amigos, exercícios ao ar livre, uma boa leitura, passeios etc – nada traz mais satisfação do que viver sem a sobra das dívidas. Comece a se conhecer e fazer escolhas mais conscientes!

4. Vícios Negativos
A maioria das coisas é boa com moderação... seja, comida, bebida, exercícios ou entretenimento. O problema surge quando essas coisas passam a ser o centro das nossas atenções. Infelizmente, muitas pessoas se vêm sofrendo com hábitos viciantes, especialmente, através da dependência por comida, álcool ou drogas. Se dar conta de que estamos viciados é o primeiro passo, sendo o seguinte a de ir procurar ajuda de um profissional (ver #8). Pois quando falamos em vícios, só se policiar não é o suficiente.

5. Viver lamentando o passado
Arrependimentos! Eu carregava vários... Entretanto, quando olhamos para eles nos damos conta de que são inúteis e prejudiciais. Pesquisas mostram que pensamentos repetitivos, negativos sobre decisões feitas no passado, são muitas vezes precursores de estresse crônico e depressão.
De acordo com a Psicologia existem quatro maneiras de lidar com o pesar: (1) aprender com os erros, mas não viver remoendo; (2) se uma situação no pode ser mudada,  deixe-a ir... (3) certifique-se que não esteja se culpando em demasia; e, (4) reformule a situação de forma positiva.

6.  Viver preocupada com o futuro
Outro hábito era o de viver preocupada com o futuro. O que seria de mim? Só que viver projetando possibilidades só me deixava ansiosa. De fato o que só podemos fazer é viver no presente, pois é nele que podemos demonstrar nossas habilidades e talentos. Fato é que devemos focar no aqui e agora e se alguma dificuldade surgir em nosso caminhos então só nos resta enfrentá-la. Por hora vamos apreciar as coisas boas da vida no presente...

7. Ser guiada pelo medo
Outro hábito adquirido foi o de viver com medo. Sim o medo é um dos facilitadores para a infelicidade! Para superar isso devemos novamente voltar a olhar para o presente. Não podemos deixar o medo do desconhecido (inevitável) nos paralisar. Encare seu medo, e se pergunte se de fato há uma razão para estar sentindo isso! O medo muitas vezes é uma resposta automática para nossos pensamentos negativos. Lembre-se não somos o que pensamos. Não somos o medo, a preocupação, a ansiedade ou qualquer outro pensamento negativo. Procure inovar, enfrente. Afinal qual é o risco?

8. Atrasando objetivos e sonhos
É relativamente fácil e não precisa de esforço nenhum para se envolver em uma rotina. De repente, fazemos sempre a mesma coisa, pois estamos com a agenda cheia de compromissos. Então minha vida passou a ser trabalhar, comer, dormir, cuidar de tudo, e quem sabe em algum dia relaxar ou se divertir. Então, eis o problema. Não dirigi meus talentos e paixões para um objetivo positivo, tangível eu descartava qualquer potencialidade, pois considerava sua realização algo impossível. A parte mais difícil para realizar uma meta é dar o primeiro passo. Assim, passei a olhar para mim, fazer planos e a concretizar os primeiros passos e aos poucos comecei a subir cada dia um degrau para um eu mais feliz.

9. Fofocando
Nada transpira mais infelicidade do que conversa negativa sobre outra pessoa. Afinal porque uma pessoas feliz e confiante, falaria sobre algo que não lhe representa nada? Falar mal dos outros pra que? Onde chegamos com isso? Fale somente quando for algo para acrescentar senão prefira o silêncio.

10. Explorar rancores
Então, semelhante às emoções negativas a animosidade é um peso desnecessário em nossas costas. Se um dia formos testemunhas de todos os comportamentos negativos de outra pessoa podemos nos tornar pessoas irritadas e tristes com toda a razão. Porém, lembre-se não se trata de seu comportamento ignorante. Procure a sua felicidade, seja perdoando, esquecendo, ignorando siga em frente.

11. Comer mal
Quando estava envolvida com todos pensamentos negativos, rancores tristezas... o que eu fazia... era comer mal. Assim, eu ingeria qualquer alimento nutricionalmente morto.  Assim, o que ganhei ao longo dos anos uma saúde frágil, ganho de peso, depressão, falta de energia e diminuição da minha produtividade.  Ter uma dieta equilibrada resulta em um efeito totalmente oposto, mais energia, um peso saudável, alerta mental e aumento da produtividade. Comer bem traz leveza! Significa estar ótimo.

12. Expandir nossos problemas
Quanto vivemos infelizes e descontentes, nossa primeira reação é quase sempre inteiramente emocional. Em outras palavras, vamos explodir coisas completamente fora de proporção, afinal estamos sendo regido pela nosso cérebro emocional (a amígdala) o epicentro das emoções negativas. Portanto, quando vier aquela onda de emoções, de um passo para trás e olhe para o problema objetivamente (com um mínimo de emoção) e então se concentre em uma solução.

Estando uma vez ciente desses hábitos, você pode optar por se manter consciente e afastado seguindo assim os conselhos acima mencionados.

Junte-se a discussão: que hábitos negativos que tenta evitar?

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar a reencontrar a Felicidade, por meio de uma prática de treinamentos que ajudam mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e rupturas. 
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sobre Autocuidado - por onde começar!

O autocuidado faz parte do resgate da autoestima que muitas vezes com o rompimento de uma relação fica inevitavelmente abalada.
O Autocuidado é negligenciado também por pessoas que amam de mais! Falo em "Pessoas", pois acredito que tanto mulheres como homens podem amar demais. Lembrando que pessoas que amam demais passam por cima de suas necessidades priorizando sempre o outro.
O autocuidado também é muito negligenciado pela parte que assume de forma mais efetiva os filhos, pois para dar conta de todas as atividades muitas vezes é necessário abrir mão de outras.

Martina MädcheO Autocuidado pode ser entendido como a arte de compreender e atender às nossas necessidades, a fim de deixar-nos operando em nossa capacidade plena.Sem autocuidado nossa capacidade de atuação nunca é plena, ou seja, não somos capazes de dar ao máximo de nosso potencial.

Apesar do autocuidado ser um ato altruísta, muitas vezes poderá ser interpretado como o oposto, por estarmos colocando as nossas necessidades como prioridade.
Autocuidado é muito mais do que mimar-se, embora mimos podem ser um elemento importante.
Quando falo em autocuidado, na verdade, digo para garantir que todas as nossas necessidades espirituais e emocionais, bem como mentais e físicas seja atendidas. Para tanto, se exige autoconhecimento e coragem.
Coragem? Porque, no momento, em que temos clareza sobre nossas necessidades, podemos dar o próximo passo que é definir alguns limites, e isso significa começar a dizer "não" para as pessoas que estão acostumadas a ouvir sempre "sim" de nós.
Quando começamos a praticar o autocuidado autêntico e radical, podemos gerar desconforto e irritação em pessoas que estavam acostumadas a receberem toda a nossa atenção. 
Nesse momento surge o rótulo de "egoísta" que deverá ser rejeitado com amorozidade.

O egoísmo é descuidado, pois a pessoa coloca suas próprias necessidades e desejos compassivamente à frente das necessidades dos outros. No Autocuidado são priorizadas nossas próprias necessidades, para que sejamos capazes de ajudar aos outros. Quando agimos com autocuidado cuidamos dos outros, porém temos o cuidado de respeitar nossos limites e de realizarmos apenas aquilo que for conveniente fazê-lo.
O autocuidado nos permite rejeitar as necessidades do outro quando o outro nos sujeita para realizarmos sua necessidade, ou seja, a pessoa projeta suas necessidade para que você as realize.
O autocuidado é urgente e necessário quando nossos níveis de energia estão esgotados, quando perdemos o entusiasmo pela vida. Nessa hora que precisamos dar uma olhada em toda nossa vida e então determinar quais necessidades estão sendo negligenciadas. Essa pergunta deve ser realizada em cada área de sua vida, afim de poder encontrar a melhor versão de si mesmo.
Portanto, verifique seus relacionamentos e veja como estão suas 

• necessidades de trabalho.
• necessidades de saúde.
• necessidades espirituais.
• necessidades sociais.
• Quaisquer outras necessidades pessoais.


Cada um de nós é único, logo precisamos de coisas diferentes. Precisamos nos tornar conscientes de nós mesmos.  

Então, faça uma lista. E uma vez que você tiver feito isso, circule o que não está sendo atendido.

Pergunte a si mesmo:
• Qual é o impacto na minha vida de permitir que essas necessidades não sejam satisfeitas?
• Que diferença faria se elas fossem atendidas? 
• Qual o meu custo de não atendê-las? 
• Como posso modificar isso? 
• Então, é hora de decisão:
• Que limites você precisa estabelecer?
• Quem você precisa comunicar?
• Como você vai fazer isso?

Sempre haverá circunstâncias difíceis e exigentes para serem tratadas na vida. Quando se trata de estabelecer limites com os outros, o momento nunca será exatamente certo e se esperarmos até uma determinada situação se recuperar, outra virá em breve que irá substituí-la.
Então vem aqui a parte na qual é necessário um pouco de mimo: pergunte a si mesmo: "O que eu posso fazer apenas para o meu próprio prazer? O que posso realizar regularmente para restaurar minha mente, corpo e alma? "
Comprometa-se a fazer algo puramente para seu benefício e autocuidado, pelo menos uma vez por semana, embora diário seria melhor.
Isso não tem que custar um monte de dinheiro. Pode ser tão simples como fechar a porta do banheiro e ficar uma hora imersa na banheira. Ou pode ser tão luxuoso como uma massagem semanal, se o seu orçamento permite. Não importante o que você faz, o que importa é como isso lhe beneficia.

Então,o autocuidado na verdade não é puramente um ato solitário. Nós precisamos priorizá-los, incluí-lo em sua agenda. Colocá-lo em ação,e se necessário temos que mobilizar o apoio de nossa rede para nos ajudar e receber o apoio para sair obviamente da situação, na qual nos encontramos. Somos seres interdependentes e começamos a ser o nosso melhor e dar o melhor de nós mesmos, quando estamos cheios de energia e vitalidade.
Então, se é necessário dizer "não" a outras pessoas ou dizer "Sim" a nós mesmos, precisamos ser corajosos e sábios!
Por fim e, em última análise, cabe a cada um de nós ser responsável por recarregar nossas baterias.

Com carinho,
Martina


Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar a reencontrar a Felicidade, por meio de uma prática de treinamentos que ajudam mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e rupturas. 
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Gaslighting - Sou louca? - Como trabalhar o abuso emocional! - Divórcio de um Narcisista!

Marcos Piangers, colunista da Zero Hora, abordou hoje o tema chamado Gaslighting. Considerando a importância do assunto, sugiro um aprofudamento da leitura, principalmente, para aqueles que foram vítimas de pessoas que agem assim.

Se você é (ou foi) casada com um narcisista, então você pode estar familiarizado com o termo, "gaslighting." O narcisista utiliza esta técnica de manipulação magistral para ganhar controle sobre você. Quando seu relacionamento começa a enfraquecer, ele cuidadosamente faz com que você fique cada vez mais ansioso, amedrontado, isolado e confuso.

Com o passar o tempo, inicia com uma postura punitiva e degradante, você vai perdendo cada vez mais sua autoestima e se sente desvalorizada gradativamente, assim, começa a questionar a sua sanidade mental. Gaslighting Extrema por um longo período de tempo podem levar a ter um senso distorcido da realidade – chega um momento em que você não sabe quem está certo ou errado, sente-se culpada por ser a pessoa que você é, e perde qualquer resquício de auto-confiança.

Gaslighting é uma forma extremamente perigosa de abuso emocional, uma vez a vítima do narcisista questiona seu julgamento, até mesmo em detalhes e situações, tornando-a dependente dele. Um exemplo, corriqueiro é quando você escuta repetidamente que és ruim com dinheiro, até que você de fato acredite nisso, sendo que é claro que o narcista ainda se coloca como uma pessoa generosa, já que sem o seu apoio serás uma fracassada.

O termo "gaslighting" vem do filme de 1944, "Gaslight ', onde uma jovem mulher chamada Paula se apaixona loucamente com seu pretendente, Gregory. Depois de um intenso romance que resultou num casamento, Gregory começa a apresentar um comportamento narcisista patológico, levando a insanidade de Paula. Em uma cena, Gregory mexe com a luz de gás no sótão, fazendo com que as luzes da casa se apaguem. Quando Paula menciona ouvir passos no sótão e as luzes apagadas, Gregory diz a ela que é tudo imaginação, fazendo com que Paula questione seu julgamento. Gaslighting passou a ser o termo amplamente usado para quando um narcisista mexe realmente com a sua cabeça.


Dependendo do estágio de seu relacionamento com um narcisista, gaslighting a princípio pode aparecer de forma sutil, mas depois piora gradativamente. A seguir estão alguns sinais que você é uma vítima de Gaslighting. Esta lista mostra que como a relação vai se desgastando, ao mesmo tempo que se perde a sua clareza mental e a compreensão da realidade e da verdade.

1) Você admira sua grandiosidade a ponto de depender dela.
Fato é que um narcisita é um sedutor nato. Então ao entrar neste romance seus sentimentos são intensos - você está embriagada com seu charme, gentileza e atenção. Seu cérebro libera endorfinas, e você fica em um estado de embriaguez completo. A facilidade para entrar em uma relação destas é porque, provavelmente, você tinha uma baixa auto-estima antes de conhecê-lo. Então aos poucos, você acredita que a alegria que sente só pode ocorrer quando está com ele. Nasce sua dependência. Antes mesmo que você perceba, estarás viciada em seu narcisista.

2) Você vê bandeiras vermelhas mas não é possível identificar o problema
Quando seu narcisista se aborrece, sua atenção começa a diminuir e ele, inclusive, procura por uma nova oferta. Ele pode discretamente colocá-la para baixo, dizendo que está "carente" ou "excessivamente sensível." Sua afeição que uma hora era intensa passa a ser apática. Essa mudança repentina gera um estado de neblina de confusão. Você não consegue e não pode identificar o problema, então você acha que algo está errado com você, e você faz tudo que pode para corrigi-lo.

3) Quando você já não tem mais a sua atenção, vem a retirada
Neste momento já estás viciada nele, e não sabe como "corrigir" a situação, então você sofre de ansiedade e tristeza intensa. Quando ele se afasta, você analisa todas suas ações. Se pergunta o que estás fazendo, tentando agradar, e sendo obcecada para salvar o relacionamento. Ele é seu vício, no entanto, só faz com que sinta desgosto.
4) Você é ignorada, abandonada, para assim baixar suas exigências.
Agora o que você é e sente não tem mais correção, você vai se contentar com o que ele aceita disponibilizar, mesmo que ele demonstre que a esteja descartando, porém ele não descarta completamente, pois a procura quando a oferta é baixa. Assim, ele pode lhe dar um vislumbre de afeto aqui e ali, dando-lhe esperança de que ele vai voltar para você. Isso diminui ainda mais a sua auto-estima, no entanto, faz com que você pense que é necessário se submeter para receber afeto.

5) Você começa a questionar sua sanidade
Para mantê-la ao alcance, ele realiza e super valoriza alguns de seus pedidos, ele se torna encantador em algumas horas, mesmo que pareça ser um contra-senso, o manipulador está mimando você. Assim, ele a acompanha em um jantar, mas ele não deixa de implicar com seus amigos e até mesmo repreendê-la por ter um interesse neles. Porém, porque você ainda está apaixonada por ele, agora você questiona suas escolhas. Você se afasta, a fim de agradá-lo. Lentamente, você começa adivinhar cada uma das escolhas de vocês, tornando-se mais dependente dele, que é o objetivo final do narcisista.

6) Você se sente culpado e está sempre pedindo desculpas
Como você já adivinha as situações, qualquer coisa que você faça para reparar o relacionamento é sentido com um erro. Quando o narcisista se sente contrariado ou lhe enxerga em uma nova situação que cause desequilíbrio nele, esse exprime uma raiva extrema ou um silêncio ensurdecedor. Então você se desculpa, se retira, e me se mal pela situação ou por tentar algo novo. Agora você é incapaz de se mover, você pisa em ovos, sente-se em um cativeiro. Você fantasia sobre se libertar, mas se sente refém devido a sua confusão mental.

7) Quando você menciona o divórcio, ele recua e passa a ser a vítima
Agora que você já tentou de tudo, mas não conseguiu nada, então a opção é desistir e acabar com o casamento. Mas quando você menciona o divórcio, ele a convença de sua incapacidade como ser humano, e que você nunca poderia viver sem ele, além é claro de que você nunca irá conhecer um homem tão bom igual a ele. Em vez de assumir a responsabilidade por suas ações, ele a culpa por uma infinidade de infrações: você não quer ter relações sexuais, você quer muito sexo, você é preguiçosa, você é gorda, você é louca, você é instável, e você deve ter sorte porque ele quer apoiar você. Afinal, ninguém jamais toleraria você, mas ele sim. Agora, você está desistindo, como você pode fazer tal coisa, como você pôde fazer isso com as crianças, como você pode fazer isso com ele, você é tão egoísta. E porque o seu senso de realidade é tão distorcido, neste ponto, você realmente se sente mal por ele, então sede para que ele fique ou se culpa, desiste de lutar. E assim o ciclo continua.

Se você for vítima de Gaslighting, você deve se lembrar por que seu narcisista faz isso. Seu senso distorcido de si mesmo, e seu medo de ser exposto que as insanidades dele, dá-lhe a munição para jogar os jogos mentais finais. Você não é o problema - eles são. Não permita ser manipulada - você é digno de amor e segurança, e sua embriagues pelo narcisista só irá impedi-la de perceber isto, isto é Gaslighting. É uma nevoa que obscurece a vista e faz com que você veja o mundo embaçado. Você deve se libertar antes de perder sua sanidade.


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Discutir a relação! - Dicas para conversas difíceis!

Podemos conversar? - Dicas para conversas difíceis!

Ao longo de todo casamento, haverá momentos em que um dos dois terá que tomar a iniciativa para ter uma conversa, é a chamada D.R. entre o casal. Estas são conversas que podem ser adiadas infinitamente. Entretanto, quando isto ocorre, fingimos que não há nada de errado e, assim, passamos a viver uma vida na qual se vive pisando em ovos e que acabará por fazer com que seu casamento vá direto para o abismo. 

Conversas difíceis abordam situações no mínimo complicadas para uma das partes, já que podem deixar um de vocês irritados, na defensiva, triste e/ou magoados. Quando uma das partes tem a iniciativa e coragem para ter uma conversa destas, na realidade demostra que se importa o com o outro e com o seu casamento. Aqui estão algumas dicas e estratégias quando você tiver que encarar uma conversa difícil - a conversa.

Não deixe para ter essa conversa difícil

  • Olhe para as suas expectativas. Se você espera que a conversa vai ser um desastre e que piorará a situação, será necessário olhar para suas expectativas e pensar de outra forma no mínimo em termos positivos. 
  • Saiba por que você quer conversar. Você quer falar com seu cônjuge sobre uma questão difícil para obter uma melhor compreensão da perspectiva de seu cônjuge sobre o assunto? Quer esclarecer um mal-entendido? Precisa enfrentar o seu cônjuge sobre uma mentira, uma suspeita ou comportamento prejudicial? Está preocupado com a intimidade entre vocês ouquerer estar mais perto de seu cônjuge? 
  • Aceite que provavelmente será uma conversação fatigante. Conversas assim podem deixar uma das partes exaltada ferida, ou irritada, portanto, exigem muita energia e concentração para manter um diálogo ético e respeitoso.

Formas de abordar a conversa difícil

  • Não diga que "nós temos que falar" ou "Podemos conversar?" Comece sua conversa com uma declaração que reconhece que o tema é difícil, sensível, de confronto, nem melindroso. Esclareça que você sabe ambos possuem diferentes perspectivas e que pretendem trabalhar em conjunto para ter uma melhor compreensão dessas perspectivas. 
  • Sugestões para Iniciar a conversa. "Eu estive pensando sobre ...", "O que você acha sobre ...", "Eu gostaria de falar sobre ...", "Eu quero ter uma melhor compreensão do seu ponto de vista sobre ... " Mantenha um dialogo simples. Permaneça no tópico. 

Quando e Onde ter a conversa Difícil

  • Não manipule o seu cônjuge. Não convide o seu cônjuge ao cinema quando você realmente planeja ter "a conversa" em um restaurante. Seja honesto – não manipuladora.
  • Agendar a conversa. Escolha o momento certo para a conversa em que ambos estejam calmos e oportuno. Não temos uma conversa difícil antes ou depois do sexo. 
  • Não espere ter a conversa imediatamente. É importante que você dê ao seu cônjuge algum tempo para pensar sobre o assunto que você quer falar. Mas estabeleçam um prazo esta conversa não pode ser adiada por um longo tempo. Mencione que você gostaria de ter a discussão dentro de 48 horas. 
  • Não crie uma armadilha. Não inciei a conversa dentro de um carro ou em um avião, etc, só porque ambos estão presos naquele momento. 
  • Concordando sobre a Conversa. Esteja disposto quando seu cônjuge concordar em ter a conversa seja em um local público, como um restaurante, ou se for em casa e sempre deixe seus filhos com alguém. 

Estratégias para usar durante em uma conversa difícil

  • Mostre respeito. Não se humilhe, seja civilizado e cortês. Não ache que o outro sabe o que queres dizer... o que estás pensando..., sentido ou querendo, seja claro. Não interrompa quando o seu cônjuge estiver falando. 
  • Observe, veja a comunicação não verbal. Mantenha-se em contato visual. Reconheça que o diálogo entre vocês não necessariamente levará um acordo, um entediamento ou compreensão. 
  • Esteja preparado. Refilta sobre suas preocupações, pensamentos e ideias. Vejam em que vocês concordam e o que será necessário discutir novamente. 
  • Buscar um acordo que ambos possam conviver. Em seguida, defina um tempo de acompanhamento para ver como vocês estão lidando com a questão. 
  • Saiba quando buscar ajuda. Se o problema ou a situação persistirem ou se a situação continuar ou novos problemas surgirem em trono desta questão em seu casamento, os dois podem ter a necessidade de procurar um mediador ou terapeuta.
Estas páginas são elaboradas para ajudar a curar, superar e seguir em frente!
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vida Normal? Relatos do dia-a-dia de um pai de família!

Vida Normal?

Estava olhando meus filhos brincarem! Em suas vidas imaginárias seu estilo de vida era abundante: tinham dinheiro, amor, felicidade, paz, saúde e muitos filhos e animais. Então me perguntei quando foi que paramos de acreditar nisso? Quando olhamos para as crianças tudo é abundante! Elas tem as melhores casas, carros, um amor na sua vida e muitos filhos e coisas! O que mudou no meio do caminho?

Uma das respostas para este distanciamento é a TV pois a tônica central do que olhas nela é morte, dor, medo, perda, traição, tristeza, mentira, vingança, ódio, violência, cobiça, inveja, inversão de valores e assim por diante. Há um forte conteúdo emocional gritando dentro da televisão e que atinge o nosso cérebro com toda força. E como olhamos isto repetidamente, passamos a acreditar que isto é vida. O jargão brasileiro é que a novela retrata a vida!

Hoje a normalidade é se conformar com uma vida encerrada precocemente, uma família sem um integrante, uma mãe sem filho e provavelmente filhos sem pai. E tudo isto é comum, não há nenhum choque, uma vida vista de forma banal e sem importância. Viver sob a anestesia da mediocridade!

Porque tanta aceitação? Porque tanta banalidade com coisas tão importantes? Fato é que quanto mais olhamos para estes padrões repetitivos mais aceitamos esta visão de vida. Assim, nosso cérebro repete os estímulos aos quais se encontra exposto. Assim, resta-nos viver uma vida medíocre sem expectativas. 

Ao analisar a vida de muitos pais de família temos a seguinte rotina! Ele chega exausto depois de um dia estressante do trabalho e o filho está sentando olhando para o celular... ele olha para o filho o filho somente levanta a sobrancelha. Então o pai pensa “ jovens, jovens são assim mesmo, vivem cada um no próprio mundo. Isto é NORMAL! 

Então passa pela filha ouvindo música que nem o cumprimenta. Então confirma sua teoria, a juventude é assim, cada um em seu mundo. Até que ele encontra sua esposa e trava seu primeiro diálogo. Sua esposa sem olhar para ele e sem entusiasmo pergunta: “ Trouxe pão? Então a voz interna dele questiona mais alto! Nem sua esposa levanta mais para recepcionar você depois de um dia de trabalho! Então ele pensa são 15 anos de casamento... você acha que as esposas vão receber seus maridos na porta com um beijinho, dizendo eu te amo depois de anos de casados? A vida é assim mesmo... 

Então decide tomar um banho. Depois se dirige até a cozinha tira o prato do forno senta-se sozinho a mesa e começa a sua refeição silenciosa! Novamente vem aquela voz... Toda sua família em casa e você vai jantar sozinho? Então ele diz cada um tem seus afazeres... você sabe que é assim mesmo. As famílias hoje são assim. Isto é normal!

Então ele pega as contas em cima da mesa escolhe quais vai pagar no dia seguinte. As outras quem sabe daqui há alguns meses. E a voz diz: Afinal ,é normal não conseguir pagar todas as contas. 

Então depois, decide ir para o quarto, deitar-se na cama ligar a TV e assiste a um noticiário qualquer só para relaxar enquanto sua esposa está em uma rede social.A voz vem de novo; você não vai falar com sua esposa sobre seu dia? Fazer um carinho... Então a voz responde o que você quer depois de 10 anos de casado? É assim mesmo... todo mundo vive assim! A Vida é assim...minha esposa gosta de rede social e eu gosto de ver noticiário! 

Depois de horas passando de canal em canal, ele está sem sono mas exausto. Desliga a TV e permanecer com os olhos abertos. Sem conseguir relaxar, a alternativa é tomar um remédio para dormir! O que também é normal! Então, finalmente cai no sono. Um sono superficial, com respiração pesada e um apneia assustadora até que o celular desperta são 6:30 da manhã. Ele levanta cansado e atrasado para ir ao trabalho e sai apressado sem se despedir dos filhos e da esposa. Surge a voz de novo: Você não vai se despedir de ninguém? Então ele se responde: Não estas vendo que estou atrasado? Isto é normal... 

Antes de chegar ao trabalho se irritou no trânsito, fez alguns sinais obscenos... E a voz da consciência silenciou, afinal tudo isto é normal. E assim ele segue o caminho de todos os dias... até que surgiu uma nova voz que passou a fazer piada da desgraça. Uma voz negativa e irônica. 

Então ele entrou no trabalho com a cabeça baixa e sem cumprimentar ninguém. Sentou na sua mesa, afinal passaria as próximas 10 horas trabalhando para pagar as contas indignado, pois recebia menos do que se achava merecedor. A voz voltou a falar isto é normal! Quem hoje em dia gosta do seu trabalho? A vida é assim mesmo. Tem que aguentar essa droga de trabalho chato enquanto não aparece nada melhor. Família para sustentar e contas para pagar! Isto é normal. 

Quando sai do trabalho, volta para a casa após enfrentar aquele transito caótico, chega em casa respira fundo e entra. E assim sua vida vai se repetindo todos os dias... mais um dia em que ele vive a própria e triste rotina. E assim vai sobrevivendo a própria vida, agindo como coadjuvante aceitando qualquer papel que venha para si. A voz da consciência que gritava, implorava por mudança se calou... até que algo acontece! Você fica doente, tem um acidente... se divorcia... e as coisas pioram de repente você olha para sua vida e percebe o que fiz com ela?

UMA COISA É CERTO NADA DISSO É NORMAL! Não se pode confundir o que é normal com o que é comum! Tomar remédio para dormir não é normal! Falar com a esposa friamente não é normal, não haver diálogo em casa não é normal, estar acima do peso não é normal, nada disto é normal e sim comum!

Não acredite que limitação, solidão, tristeza... sejam normais! Tudo isto pode ser comum corriqueiro nas vidas de muitas pessoas que permitiram por ação ou omissão a contaminar-se e cair na zona de conforto dessa pseudonormalidade!

A experiência de vida e os resultados das outras pessoas pertence a elas. Seus resultados é você quem vai produzir. Não é porque todos vivem desta maneira você também terá que viver assim! Você é dono da sua vida e deve viver de acordo com o que você acredita ser o melhor para você e não da maneira que parece ser comum às outras pessoas.

Não importa como a sua vida esteja hoje o primeiro passo para mudar a forma como você vive é ACORDAR e entender a diferença entre o que é normal e o que é comum! Depois é saber que pode ser diferente, que é possível ter uma vida maravilhosa normal. E por fim estar disposto a construir um padrão de vida baseado em uma rotina de excelência. Ouça a voz que vem de dentro de você! E não aceite nada menos do que uma vida abundante! ACORDE 
(baseado em relato de Paulo Vieira)

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Advogada e Profissional de Ajuda.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Alienação Parental - quando um dos pais fala mal do outro para o filho

O que é Síndrome de Alienação Parental?

Após a separação pode haver motivação de vingança, manifestação de raiva, rancor e culpa por parte de um ou de ambos progenitores. Trata-se de uma separação não resolvida. Uma forma comum de manifestar a insatisfação com a separação é a Síndrome da Alienação Parental. Podemos defini-la como uma tentativa deliberada por um dos pais para distanciar seus / suas filhos do outro progenitor. A motivação é destruir o vínculo parental entre seus / suas filhos . O processo de alienação se desenvolve ao longo do tempo e alguns dos sintomas da síndrome incluem o seguinte:

Um pai vai falar mal ou critica o outro progenitor diretamente para o filho ou filhos. Declarações negativas sobre o outro progenitor pode ser mencionadas de forma direta ou indireta. Por exemplo, o pai pode dizer: “Não podemos comprar seu material escolar porque seu pai / mãe decidiu gastar o dinheiro nas férias com seu novo amigo”. 

Um comentário mais direto seria: "seu pai / mãe saiu de casa porque ele / ela não se importava o suficiente com você. "De qualquer forma as declarações destinam-se para que a criança fique com raiva e rancor do outro progenitor. É uma tentativa de usar a criança para se vingar do outro para causar dor emocional

Um pai vai falar mal do outro progenitor dentro da faixa de audição da criança ou crianças. Há pais que dizem que nunca falam nada negativo para o seu filho ou filhos, mas eles não parecem ter qualquer problema em dizer coisas negativas para outras pessoas de sua convivência. Estas pessoas mantêm uma aparência de "boa pessoa.", podemos chamá-lo como o “santinho do pau oco”. É fácil dizer que não sabia que a criança estava ouvindo. É uma forma de não assumir a responsabilidade por suas ações e palavras. Eu entendo que são agressores passivos. 

Outra situação é a do pai/mãe que informar detalhes do divórcio e do conflito em curso
. Eles discutem problemas financeiros trazidos para o divórcio. A criança está consciente dos que ocorre no processo. O progenitor deixa transparecer que se não fosse o pai ou a mãe a sua vida seria mais fácil. Toda alienação faz com que a criança sinta raiva contra o outro progenitor. Esta situação causa na criança o sentimento de ser responsável pela situação, ou seja, a criança assume a responsabilidade pelo litigio/brigas com um todo. 

Um pai/mãe pode usar linguagem corporal para expressar sua antipatia pelo outro. A criança pode testemunhar pai / mãe revirando os olhos ou agitando sua cabeça a respeito de algo que o outro pai fez ou disse. Tal linguagem corporal envia uma mensagem negativa, sem que uma palavra fosse dita. As crianças são inteligentes e sabem que um virar nos olhos é um gesto de desprezo, portanto uma clara intenção de enviar a mensagem de que o outro progenitor é menos prezado de alguma forma. 

Outra forma comum de afastar a outro progenitor é dificultar o convívio. Criar transtornos nos dias de visitas. Um dos pais ficam impedido reiteradamente de conviver com seu filho. 

Quando a Síndrome se manifesta em um estado grave um pai/mãe podem chegar ao ponto de acusar o outro progenitor de abuso, físico/sexual ou emocional. Quando isto ocorre há consequências legais graves. Se uma criança é pequena demais para falar o que aconteceu e você suspeita de ter sofrido algum tipo de violência, você deve insistir em um exame médico e uma avaliação psiquiátrica. Se a criança tem idade suficiente para falar e esta comunica que sofreu abuso, então é sua a responsabilidade de ajudá-la e protegê-la do agressor.
As crianças que convive com conflitos mal resolvidos sofrem tremendamente, pois adicionam ao estresse normal da separação e do divórcio a sensação de que a criança deve escolher entre um dos pais causando danos que duram uma vida inteira. Uma criança é impotente quando se trata de acabar com o conflito que ele / ela está testemunhando. Quando um pai/mãe utiliza um dos filhos como uma marionete para sua vingança, medo, raiva ou ciúme quem paga o preço é o filho. Via de regra, a criança para se proteger e proteger os pais faz uma escolha entre um dos pais, pois assim tem a impressão que ameniza o conflito. É um preço terrível para as crianças ter que pagar com uma tentativa de amenizar os sentimentos dos pais.
É imperativo que os pais estejam dispostos a agir de forma cooperativa, é preciso que os pais coloquem as necessidades da criança em primeiro lugar e que a sua única preocupação seja sempre a de manter seu filho em segurança.

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