domingo, 18 de dezembro de 2016

Para meus filhos -- Carta de uma mãe solteira para o Natal!

Carta de uma mãe solteira para seus filhos no Natal!

“Eu não sabia que seria mãe solteira. Então, me propus ser a melhor mãe que posso ser e nada mudou.

Para meus filhos lindos,

Eu sei que vocês estão radiantes nessa época do ano! Sou grata por isso, mas tenho algo eu
preciso dizer e que lamento.
 

Lamento por vocês não terem uma figura masculina constante em suas vidas, não importa quem seja. Eu sinto muito!

Sinto muito por não terem um homem em suas vidas cujo amor incondicional e atenção nunca seria questionado. Um homem que é tão intenso e brilhante como sol, e tão constante como a lua.

Nunca quis ser mãe solteira, ou uma versão moderna de uma super mulher. Mas eu tive que ser. Também, quis um conto de fadas, e eu pensei que tinha casado com um príncipe encantador. Acreditei que minha vida seria completa, mas eu errei.

Quando nossa vida desmoronou foi difícil, porque fui jogada a ter que ser mais forte do que eu era. Me vi em frente a uma encruzilhada na qual tive que escolher entre assumir o desafio de seguir em frente, ou então falhar com vocês. Lembro-me que ao abraçar vocês tão forte que sentia suas risadas contagiantes, eu soube que no fundo eu teria apenas uma escolha na verdade que era me tornar a mulher e mãe que vocês precisavam.

Nem sempre foi fácil manter a casa tranquila, chorei na escuridão e em baixo do chuveiro em diversas ocasiões. Mas eu nunca desisti!
Nunca aspirei ser mãe solteira.

Às vezes, quando a vida não segue o caminho previsto, lutamos contra ela tentando impor nossas próprias vontades, mas no final quem comanda vida?!

Sei que me tornei a mãe que vocês precisavam, porém falta um bocado ainda para a vida estar como eu realmente gostaria. É difícil segurar o peso do mundo sobre meus ombros.
Tem dias que parece impossível que serei capaz de mantê-lo, mas de alguma forma ou de outra eu sempre consigo. Vocês me chamam de super-mãe, mas na verdade são vocês dois que são incríveis.

Eu vejo a esperança brilhando nos seus olhos. Sei que vocês irão transformar o mundo.

Sempre desejei dar para vocês tudo que merecem, mas a realidade é que não posso controlar a vida. Não posso fazer escolhas por outras pessoas e não posso concertar tudo.
A única coisa que posso fazer é ser o melhor que sei.

Então acordo todos os dias enchendo vocês de beijos e desejando um lindo dia.
Comemos juntos nossos bolos de chocolate, e fazemos nossas massas de pizza nas sextas feiras.


Conto velhas histórias em volta da fogueira como se fossemos índios.
Faço as comidinhas favoritas de vocês e os surpreendo com piqueniques e belas caminhadas pelo nosso morro.

Algumas vezes procuramos minhocas para nossa pescaria e então encerramos o nosso dia com belo por de sol.

E podemos cantar e dançar nossa playlist e fazer aquela festa inesperada.

Posso  afirmar que amarei vocês a cada dia mais e mais.

E por fim, posso colocar vocês seguros na cama quente, e não importa o que irá acontecer amanhã sempre serei uma constante em suas vidas. 
Também serei o sol e a lua de vocês.

E quem sabe talvez um dia nosso sonho se torne realidade e iremos compartilhar nossa vida com um homem que irá amar vocês, quase assim quanto eu amo.
Sei que a mãe na realidade precisa de alguém que a ajude a cuidar dela. Mas lembrem sempre somos um pacote e qualquer homem que entre em nossas vidas nunca me terá sozinha, porque mesmo quando vocês não podem estar ao meu lado, carrego comigo suas impressões digitais no coração.

Não quero ninguém em nossas vidas a não ser que essa pessoa tenha consciência o quão incríveis vocês são e que ambos fazem parte do pacato.

Porque não precisamos de qualquer pessoas em nossas vidas, ou queremos ser apenas uma opção.

Sei que cometi erros na vida e nunca disse que eu era perfeita ou soubesse tudo. Eu amos vocês mais que tudo. E não há nada nesse mundo que eu não faria por vocês. Então por enquanto eu sinto muito que eu não possa dar lhes tudo. Eu sei que vocês merecem e sou grata por poder lhes oferecer tudo que precisam.

Sou grata por poder acordar todas as manhãs e ver os amores da minha vida saltando na minha cama.

Sou grata pela forma que vocês se aconchegam em mim e me desejam um Feliz Natal. Porque não importa o que a vida tem jogado em nós, ou quão esburacada nossa estrada seja, tenham certeza que serei sempre grata por ser mãe de vocês.

Amo vocês para sempre e a lua sempre irá voltar.


“Afinal, apenas eu posso dar aos meus filhos uma mãe feliz e que ama a vida” (JW Baadsgaard).

Com amor 
Martína Mädche 
advogada

OAB/RS 60.281
Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cansada de ser só - Confissões de uma mãe solteira

O trabalho árduo de ser pai/mãe solo
Este texto não é para ser um apanhado de lamentações, mas sim uma homenagem, uma exaltação a todos os pais/mães solteiras que estão por ai fazendo de tudo sozinhos e cansados até os ossos. 
Trabalhamos de sol a sol a baixo de plantões de 24hs por dia, muitos de nós sequer podem contar com o apoio do co-pai/mãe nem mesmo com seus deveres e obrigações. Tudo acaba caindo em nossos ombros. Não há tempo para ficar doente, ou cansado e não importa quão doente e cansado estamos ainda há trabalho a ser feito, a comida, os trabalhos de casa e o suporte aos filhos, nada fica parado em uma casa com crianças. Não há discussão sobre o futuro nem mesmo sobre o que fazer todas as lutas e batalhas são só nossas. Não existe aquela pessoa que nos escuta ou aquele ombro amigo, afinal em tempos modernos é proibido se queixar... Então evitamos reclamar sobre nossos enfrentamentos até porque esse é o nosso caminho. Fizemos essa escolha, seja optando por terminar um casamento ou então fizemos essa escolha desde o início, estamos conscientes do que levou a nossa jornada até aqui. 
Somos aqueles pais que vivem correndo sem fôlego, chegamos nas reuniões da escola correndo esbaforidos. Corremos para dar conta dos trabalhos escolares, alias correr é o que mais fazemos. Corremos entre uma reunião e outra para marcarmos presença em ambas as professoras de classe e por fim, pegamos nossas crianças que aguardavam em uma salinha para comemorar, mesmo que haja uma montanha de roupas para ser lavadas, a casa para ser limpa, muito mês e pouco dinheiro. Sentamos com nossos filhos e desfrutamos o prazer de sua companhia. Somos os pais cuja fome se completa quando nossos filhos comem. 
Somos os pais que apenas com um olhar ligeiro pelo livro de matemática ensinam o que é preciso. Aprendemos receitas mais econômicas e mesmo assim saudáveis, equilibramos o orçamento para que não falte o essencial. Para então capotar na cama a noite tão cansados que sequer conseguimos adormecer. No entanto, coma a ajuda de um bom café e uma vontade de ferro assumimos o compromisso de estar totalmente presente hoje e assim seguimos enfrentando nossos compromissos. Não somos apenas sobreviventes. Somos guerreiros. Somos abastecidos por um amor ferroz, muitos beijos antes de dormir, lindas risadas pela manha. Embora você esteja se sentido só, há muito de nós guerreiros de famílias mono parentais que mantém a fé e que não deixam a luz se apagar. Estamos cansados até os ossos e muitas vezes achamos que o peso do mundo irá os esmagar, mas isso não acontece. 
Me curvo para todos que conseguem conciliar tudo e ainda manter um sorriso no rosto. Me curvo ao pai que aprendeu a trançar o cabelo da filha e a mãe solteira que vai jogar bola e treinar seu filho. Me curvo para todos que nunca desistem, nunca mesmo. Você é todos os dias um super-heroi/heroina e uma das pessoas mais fortes desse mundo! Um dia, quando nossos filhos tiverem crescido e tiverem com sua vida encaminhadas, vamos olhar para trás e comemorar que conseguimos tudo. Por hora podemos estar em paz por sabermos que não só fizemos o nosso melhor, fizemos o necessário. Quando o outro saiu nós nos multiplicamos e fizemos por eles desde então. Então aqui está você, guerreiro cansado e maravilhoso que se abasteça para a vida apenas com amor! 

Parabéns à vocês!
Com amor 
Martína Mädche 

Texto original de , Lisa Vallejos 
adaptado por Martína Mädche, advogada
OAB/RS 60.281
Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca inspirar e transformar as vidas de pessoas. Tenho familiaridade com as conversas internas que temos. Conheço pessoalmente o diálogo interno negativo que e se manifesta a vergonha em tudo: relacionamentos, comunicação, parentalidade, o caminhar da vida. Através de minhas experiências familiares e profissionais, procuro ajudar homens e mulheres a percorrerem o processo de libertar-se de suas lutas internas. Nesse blog encontrarão orientações, diversas práticas e treinamentos que visam dar apoio  em momentos de conflito e crise familiares. 
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sábado, 3 de dezembro de 2016

Quando o outro é melhor que eu! Será que a grama do outro é mais verde que a minha?

E quando nos comparamos com os outros....

Com o fim de ano se aproximando, começamos a repensar o ano que passou e criar metas para o próximo. Nesta hora muitas vezes nos comparamos com outras pessoas que “tem tudo”. Pode ser amigos ou conhecido, uma celebridade, alguém rico e bem sucedido, um empresário, enfim qualquer pessoa que está em um lugar que gostaríamos de estar...

Outra forma de comparação é nos compararmos com a pessoa ideal que gostaríamos de ser... é aquela coisa eu devia ser assim.... porque não consigo cumprir meus sonhos e metas? E assim, inicia um automassacre...

Quando nos comparamos é quase que inevitável o desapontamento. Há sempre mais um eu .... deveria ter, poderia ter, ou teria feito... e assim vai.
Com certeza eu poderia ter mais dinheiro!
Como que não encontrei aquela pessoa tão sonhada!
Porque não consegui dar aquele salto na vida que tanto esperava?
Só pode ter alguma coisa errada comigo?
Então estou olhando para todas as coisas que eu não fiz e pensei que teria feito...
Como que eu não terminei isso?
Como não escrevi aquele livro que tanto sonho?
De novo não vou poder tirar aquelas férias!

Mas temos que parar de nos colocarmos para baixo!
Porque fizemos muitas outras coisas sim!
Eu me aperfeiçoei um pouco mais!
Fiz novos contatos e adquiri novos amigos!
Me dediquei aos meus filhos com mais intensidade! Curamos mais e mais nossas feridas!
Aprendi muito mais a meu respeito! E mais ainda com os outros...
Ajudei algumas pessoas com suas dores!
Me dediquei a estar mais presente no meu dia a dia.
Eliminei pessoas tóxicas da minha vida! E consegui dizer muitos nãos!
Curti muitos momentos felizes com amigos!
Tive coragem de me dedicar mais aos meus projetos!
Fiz um curso de Espiritualidade! E comecei a trabalhar como médium!
Li muitos e muitos livros.
Me permiti conhecer alguns homens.
Me alimentei melhor!

Portanto, todos deram alguns passos! Fomos mais corajosos do que eu realmente reconhecemos. Com certeza fomos mais corajosos que no passado sem dúvida! Fizemos mais esse ano!

Com certeza, se olharmos de perto, encontraremos novos sentimos e emoções que  talvez já havíamos esquecidos. E com certeza aprendemos lições valiosas! Também passamos por alguns perrengues e emoções que nem queríamos ter conhecido, mas sobrevivemos e saímos mais fortes, mais resistentes e muito mais determinados!

Por fim, podemos perceber que não há nada de bom em nos compararmos com os outros. E para quem pensa que seria ou deveria ter feito... sempre ficaremos desapontados, porque estamos nos comparando um ideal e a vida é real.
Quando nos comparamos com alguém, estamos nos comparando a uma parte externa de alguém como se fossemos iguais por dentro. E quando nos comparamos aos nossos sonhos e desejos nos olhamos como alguém que gostaríamos de ser e não quem realmente somos. ... Assim, nos comparamos com o que pensamos que deveria acontecer e não com o que realmente aconteceu.

Tenho certeza que cada um de nós teve grandes realizações esse ano, mesmo que não sejam tudo que cada um de nós queria de fato, mas é tudo que poderia ser, porque no final do dia, ainda temos que cuidar de nós mesmos!

Precisamos nos olhar no final de cada dia com mais amor, cuidado e compaixão! Isso pode ser até brega, mas é verdade, porque não podemos só dar tudo aos outros, mas temos que dar em primeiro lugar para nós mesmos! Então, para o próximo dia e mês faça o que puder ser feito! Realize, alcance, faça o que puder. Não se massacre pelo que não ocorreu! Não se flagele! Faça tudo que puder e o que não puder vai estar lá esperando, não se preocupe, temos muito tempo pela frente.


Então pense o que falta ainda para realizar esse mês,ou até o final do ano?

Texto de Jesica Rector, 
adaptado por  Martína Mädche

Martína Madche, advogada
OAB/RS 60.281

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E se eu ficar o resto da vida sozinha - Como encarar o medo da solidão

O medo de passar o resto da vida sozinha

O medo de passar o resto da vida sozinha


Mães solteiras são guerreiras, também são um exemplo de pessoas fortes, determinadas e independentes, mas lá no íntimo temos muitos medos escondidos. Um deles pode ser o de que nunca mais encontraremos alguém, pois nenhum Homem vai querer algo sério com uma mulher com filhos. Você conhece esse medo?

Uma vez escutei que mulheres como eu correm contra o tempo para encontrar um relacionamento. Devo me apressar para encontrar um homem?
Confesso que fiquei irritada com essa afirmação, pois para mim era o pior conselho do mundo. Então me perguntei o porquê disso tudo! E aos pouco percebi que no fundo eu tinha é medo. Ao refletir um pouco sobre o conselho que recebi percebi uma lição. Olhei meus sentimentos mais de perto, e conheci uma parte muito vulnerável em mim.  Estava olhando para minhas sombras ...

Quando iniciei meu namoro me convenci que tinha encontrado a pessoa que ficaria comigo para o resto da vida. Até que enfim, não estaria mais sozinha. Pensei que teria essa pessoa para estar ao meu lado. Finalmente, tinha alguém para estar comigo ao acordar pela manhã e me acompanhar no embalo do dia até a noite cair. Porém, quando olhei mais a fundo, percebi que em todos os anos que passamos juntos eu na verdade sempre estive sozinha e confesso que aprofundando mais um pouco eu percebi que estive sozinha minha vida toda.

Quando olhei para meu casamento percebi que aquela pessoa que estava lá não era eu. Para manter minha família tive que fingir ter domínio de tudo para ser alguém que não era eu. Tive que ser Dona de Casa, quando secretamente queria aprender sobre pessoas e me realizar profissionalmente. Tive que assumir toda administração da casa e dos filhos, depois encontrar um “hobby produtivo” para ajudar no sustento da casa, mas na verdade nada daquilo me representava. Tínhamos que representar ser a família perfeita, vivíamos de aparências, pois no fundo, não tínhamos uma família. Todo dia enganava a mulher que realmente sou, assim, não teria que ficar sozinha com meus filhos. Cada dia que passava desaparecia um pequeno pedaço de mim. Cheguei a ter medo de deixar de fingir ser aquela mulher. Pensei que o coração daquela menininha que era emocionalmente tão sensível na infância e que cresceu e se tornou uma mulher que desejava tanto ajudar os outros não existiria mais. Mas chegou o dia em que ter que me tornar alguém para não estar sozinha era mais assustador do que realmente enfrentar a solidão.

O medo na verdade é uma ilusão. É uma manifestação da mente que nos impede de alcançar nosso potencial. A palavra medo em si já provoca reações negativas, então seria melhor alterar a palavra medo por uma palavra que seja reconhecidamente mais favorável como a palavra vulnerabilidade.

Por quê? Há duas maneiras de lidar com o medo. Podemos sentir o medo como uma sombra que permanece nos cantos escuros de nossas vidas e que tem poder sobre a gente, ou podemos reconhecê-lo como algo que nos deixa vulnerável. Estar vulnerável não é uma coisa ruim, pois é o que nos permite sentir e nos leva a nos relacionarmos com os outros. É a parte que nos permite ser quem somos. Assim foi comigo. Reconheci minha vulnerabilidade em me envolver em um relacionamento como mãe solteira  o que me levou a me relacionar com tantos leitores. E quando olhamos para o medo dessa forma ganhamos poder.

Portanto, não estamos sozinhos. Se estiveres lendo estas palavras és provavelmente uma mãe solteira como eu, ou seja, significa que tens filhos e, portanto, não estás sozinha. Teus filhos irão amar te incondicionalmente, assim como tu os ama. Eles sempre estarão lá para ti e eles sempre serão a tua maior razão de viver.

É fácil viajar em nossos sonhos românticos incorrigíveis. Sonhamos encontrar um homem que nunca irá nos abandonar. Mas naqueles dias, em que perco a esperança e me vejo completamente só e abandonada, eu me lembro que tenho um menino e uma menina que sempre precisarão de mim. E isso é tudo que eu preciso e então nada mais importa.

Hoje estou sozinha. Uma das maiores razões para eu deixar meu casamento era porque eu não podia ser eu mesma. Devemos lembrar que somos seres únicos, não existe ninguém igual. E é isso que nos deixa bonito, encantador e original. Somos os únicos que podemos ser filhos de nossa mãe e nosso pai. Só tu podes dar ao mundo o que tu podes dar. Nunca tente ser outra pessoa para conquistar um amor ou uma segurança, porque se tiveres que ser alguém diferente, viverás uma vida muito solitária independentemente de estares sozinha ou acompanhada.

Nunca se contente com pouco. A razão de 54% dos casamentos terminarem em divórcio é porque as pessoas se contentam com muito menos do que elas desejam e que as tornariam felizes. Não somos fieis a nós mesmos. Estamos mais preocupados em encontrarmos uma parceira funcional do que um relacionamento maduro e realizador.

Acredite! Quando me vi preocupada e apreensiva com minha gravidez e como teria que me virar com um filho sozinha me apavorei. Foi quando meu ex me pediu em casamento. Senti um alívio naquele instante me imaginei no inicio de um conto de fadas no qual teríamos uma vida longa juntos. Porém, eu não estava feliz. Meu medo de ser uma mãe solteira e não dar conta do recado era maior do que o desejo de ser feliz. Fiquei seis anos me contentando com uma segurança barata na forma de um anel no dedo e percebendo que aquele casamento não era bom para mim.

Não tenha medo de estar sozinha garanto que é melhor do que se contentar em estar do lado de uma pessoa que não te ama pelo que és ou para estar do lado de alguém que não ames verdadeiramente. Lembre o medo é algo que pode te capacitar e trazer a verdadeira felicidade. É melhor estar sozinho e feliz do que casada e infeliz.

Então o que eu digo para as pessoas que querem me enquadrar no estereótipo velho e barato e que devo ter pressa por ter 39 anos e ser mãe solteira e que preciso garantir um relacionamento?

É o seguinte: “ se estivesse preocupada correndo contra o tempo, eu ainda estaria casada, mas não haviam razões para isso, pois minha felicidade é mais importante do que estar sozinha. E se eu ficar sozinha para o resto da minha vida é porque eu nunca encontrei ninguém que me ofereça o que eu mereço. Sim, hoje estou completamente sozinha, mas estou feliz. Eu acordo de manhã e lembro do que tenho e não do que eu não tenho e é tudo que eu realmente preciso para ser feliz, por isso, se eu nunca encontrar um homem para compartilhar minha vida pelo menos terei a minha felicidade.


Texto de Kristi Castro, 
adaptado por  Martína Mädche

Martína Madche, advogada
OAB/RS 60.281

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar pessoas a reencontrar a Felicidade, por meio de orientações, diversas práticas e treinamentos que visam apoiar mulheres e homens no processo de divórcio e crises familiares. 
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Advogada e Profissional de Ajuda.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Como é amar uma mulher que já viveu no inferno... - Amores Difíceis

Não é fácil amar uma mulher que saiu do inferno...  Muitos tentam, e muitos falham...

Amar alguém assim exige muita força de vontade, muita paciência, e mais um tanto de resistência, além de tenacidade e, por fim, muitos toques de determinação. Ademais, ela precisa de um amor incansável, um amor determinado que não se deixa derrotar facilmente.

amores difíceis por  Martína Mädche


Algumas vezes, ela te empurrará para bem longe... é a forma dela ver o quanto a desejas, pois assim saberá se estarás a seu lado nas tempestades.  Sim, ela é imprevisível como um furacão, uma força da natureza que cavalga sobre a fúria de seu sofrimento, mas também é uma chuva suave, calma, quieta e silenciosa.

Quando ela for chuva silenciosa aproveite para amá-la.

Quando ela for trovões, relâmpagos e ventos ferozes, ame-a ainda mais.

Sem dúvida ela é uma contradição, um pêndulo que balança entre o medo de asfixiar e o medo do abandono, e pode ser que ela nunca encontre o equilíbrio, porque, embora ela nunca admita, vive insegura. Haverá momentos que ela vai querer te por perto, para dobrar o cabelo atrás da orelha e beijá-la na testa e segurá-la com força em seus braços na outra ela vai implorar sua independência, seu espaço, sua solidão.

Enquanto dormires ela estará acordada, incapaz de retardar seus pensamentos, observando relógio perseguindo o tempo, tentando fazer com que seus pedaços se encaixam, para tudo fazer sentido. Nessa hora luta contra seus demônios e mata seus dragões, e muitas vezes terá medo de adormecer , pois nessa hora ela perde o controle ... sua vulnerabilidade fica exposta. No dia seguinte estará cansada, e sua presença a sufoca, pois nesse momento ela precisa de si mesma. Se ela estender a mão para você, ele irá querer amá-lo e quando ela o empurrar para longe, precisa de seu tempo...


Novas situações, lugares, pessoas e experiências deixam-na ansiosa. Mesmo ela sendo ferozmente independente. Ela precisa de um longo tempo para superar seus medos, o tempo todo esta aterrorizada como uma criança pequena sozinha no mundo grande. Muitas vezes, terá que ser corajosa para provar a si mesmo que tem o que é preciso. Outras vezes, ela vai precisar que segurem sua mão firme. Algumas vezes, não saberás do que quer, então precisarás lê-la como um livro com as páginas desgastadas e, assim, então quem saber tentar ser o que ela precisa, quando nem ela não sabe de si.

Quando ela for valente e der seus passos no mundo por conta própria, irás amá-la.

Quando ela estiver com medo, e se recusar a segurar a sua mão, ame-a ainda mais.

Ela viverá com medo de não ser o bastante e será uma longa batalha até encontrar o meio-termo. Ela sente vergonha da balança quando aumenta ou diminui, sente vergonha de ser ela mesma, pois nunca foi amada quando era pequena e também quando cresceu e torno-se adulta.

Quando ela estiver bem, ame-a.

Quando ela não se sentir o bastante, ame-a ainda mais.

Às vezes, ela não sentirá dor e a luz vai brilhar nos seus olhos e sua risada será uma melodia rara e preciosa. Em outras, a dor vem com tudo; e então sua visão turva, e a angústia apagam sua música.

Quando ela é a luz, ame-a.

Quando ela for escuridão, amá-la será mais difícil.

Ela irá te amar com cautela, com um pé para fora da porta. Não entende um amor sem condições, aquele que é poderoso o suficiente para suportar tempos difíceis. Ela não se permite confiar plenamente no amor, e mantém partes de seu coração ocultas. São suas feridas, suas peças, pois foi muito difícil uni-las então não arisca ser ferida novamente.

 Ela será sempre uma expectadora. Espera sua ação. E quando não o fizer, ela tem uma verdade escrita em seu coração que diz que você vai cair fora que é apenas uma questão de tempo, pois todos que a amam a deixam. Por isso ela tentará sabotar a relação; tentará destruí-la, pula fora primeiro, poderá até mesmo prejudicar a relação antes que você possa machucá-la. É assim que permanece no controle, isto é como ela sobrevive, como  garante que não a machuquem novamente.

Quando ela quiser amá-lo, ame-a.

Quando ela for prejudicá-lo, ame-a ainda mais.

Ela poderá perder o controle, ficar aterroriza, quando sentir-se impotente, presa ou sem sua liberdade. Ela precisa dançar com os pés descalços sob enorme céu azul, sentir a areia entre os dedos dos pés, correr com os lobos como o vento tece mágica através de seu cabelo, pois aqui é onde a sua cura é encontrada. Nunca corte suas asas, é vital que possa sentir sua liberdade de voar, pois assim poderá voltar para você.

Amar quando tudo estiver bem e ame-a ainda mais quando não estiver.

Ame-a de uma forma que ela resignifique tudo o que o amor representou para ela.

Ame-a porque sabes com todas as fibras da sua alma o presente que é amá-la, pois sabes o quanto oi difícil para ela oferecer o seu coração frágil.

Lembre-se ela não precisa de você. Ela escolheu você.

Porque tens o que é preciso para enfrentar as tempestades.

Porque mesmo quando ela não souber como amar, ela saberá que será amada. 


Baseado em um texto de  Caty Parcker

Martína Madche, advogada
OAB/RS 60.281

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar pessoas a reencontrar a Felicidade, por meio de orientações, diversas práticas e treinamentos que visam ajudar mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e crises. 
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terça-feira, 25 de outubro de 2016

E quando a solidão invade a alma - o que ocorre quando nos encontramos completamente sozinhos...

Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela,  pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.“"
~ Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar.


solidão

A solidão muitas vezes me atormentou.
Não falo da solidão de estar sozinha, geralmente estou contente quando estou sozinha em minha casa. Mas toda minha vida eu senti uma solidão profunda, algo decorrente de sentimentos ligados ao abandono e rejeição que sentia na minha infância.  Quando não me sentia amada, desejada ou quando sentia uma certa inadequação e vergonha...

Quem vivencia esse tipo de experiência pode ter oscilações de emoções, ou seja, uma hora está alegre e contente e na outra sente medo e solidão... Aos poucos a gente vai aprendendo a se proteger e passa a combater o sentimento de solidão. Minha forma de proteção foi decidir que seria independente e nunca precisaria de nada nem de ninguém. Passei a ser independente e auto-suficiente, porque aparentemente era menos complicado viver assim.  Aboli quaisquer tipos de necessidades e vulnerabilidades... Isso pode não ser saudável, porém funcionou por um tempo.

Até que um dia a solidão me pegou de jeito...  passou a ser uma companhia insuportável... o medo se instalou novamente ... nessa hora voltou aquela lembrança infantil do medo do abandono... da rejeição, dos sentimentos que não queria experimentar ou lidar novamente e que estavam guardados a sete chaves.

No passado, eu fazia o que fosse necessário para evitar esses sentimentos, assim eu vivia ansiosa, pois buscava me manter ocupada para não refletir. 
Me recolhi sob a égide do perfeccionismo que passou a ser meu escudo, minha forma de controle. Me tornei fanática por comida, estudos, conhecimento, filmes, música... Passei a me anestesiar, desconectar e dissociar....

Todos encontram uma forma de fuga através de vícios habituais é comum em uma situação assim. Os vícios podem ser: comida, álcool, sexo, compras, televisão. Aos poucos as formas de autodestruição vão se instalando...

A outra maneira que usei para lidar com a solidão foi a de usar outras pessoas para preencher o meu vazio. Coloquei expectativas não ditas sobre elas para atender às minhas necessidades, para me sentir melhor, para me distrair, para tirar as emoções de dentro de mim... sendo que e em alguns momentos não fui capaz de lidar coma as pessoas e minhas frustrações. Ainda que eu saiba que não se pode esperar das outras pessoas uma cura para nossas feridas. Sempre erramos quando colocamos exigências sobre o outro. Não podemos transferir a responsabilidade para outrem de nos fazer, de alguma forma, nos sentir inteiros. Nós, os feridos,é que levamos nossos baldes de água vazios ao nosso redor e pedimos a outras pessoas para encherem para nos completar. No entanto, os nossos baldes estão rachados, quebrados, cheio de buracos, e não importa o quanto os outros despejam, nunca é suficiente. E assim, nos tornamos mais necessitados e mais dependente dos outros, pois precisamos que continuem enchendo nossos baldes, e quando eles não podem, nos tornamos desiludidos, decepcionados, irritados, ressentidos.

Ninguém além de nós mesmo deve possuir a responsabilidade de nos curar. Devemos nos curar. Devemos ser todo sozinhos. Devemos levantar e concertar nossos baldes quebrados e, assim, simplesmente ser por nós mesmos.

Temos que parar de esperar que os outros nos preencham, por estarmos insatisfeitos.

Os últimos 12 meses foram um período de transformação para mim. Mas a transformação não é fácil. Ela exige um enorme esforço para reconhecer e aceitar nossa fragilidade, para estar consciente de mecanismos de enfrentamento velhos e aprender novos. Aprender a sentar com minhas emoções, me familiarizar com elas, entendê-las. Não para me entorpecer, fugir, ou recorrer a padrões insalubres e hábitos destrutivos. Para transformar uma vida de pensamentos, padrões, ações e reações é preciso ter intenção de mudar além de muita persistência. Não é fácil ou confortável matar nossos dragões, sendo que com cada dragão derrotado um novo aparece. A solidão tem sido um dos meus maiores dragões. Só quando eu acho que tive uma vitória, ele aparece novamente. Talvez seja para mim um dos mais perigos, pois rasga minhas feridas de rejeição e abandono, desencadeia outras reações, e, por fim, me leva a um mecanismos de enfrentamento insalubres e destrutivos.

Recentemente, o dragão levantou-se novamente dentro de mim, com as suas ameaças para me devorar. Com suas mentiras que não sou amada, inadequada, não suficiente, indigna. Exceto, que desta vez, eu estava preparada. Dessa vez eu não fugi, ou retornei para os meus mecanismos de enfrentamento habituais, permaneci consciente. Permiti que a solidão entrasse. Sentei com ela e a conheci melhor. Por fim, veio uma torrente de emoções negativas e eu escutei. Fui simpática à sua origem, ao lugar em que foi criada pela primeira vez em minha vida. Eu a entendi. E então eu mandei embora.

Somos responsáveis pelas nossas emoções, e temos que fazer a escolha de não permitir que elas nos governem ou controlem. Dessa forma evitamos projetar nossas emoções em outra pessoa, deixamos de esperar que o outro tenha que realizar os nossos anseios não realizados. A solidão é um amigo difícil de fazer, mas pode ser uma boa companhia. 

Devemos procurar a aprender a nos sentir confortáveis sozinhos. Aos poucos estar solitário não vai mais machucar e muito menos matar. É preciso sentar com a solidão, e deixá-la  entrar. Reconheçê-la, compreende-la, e então aprender com ela. Lute contra o impulso de correr de volta para os seus mecanismos de enfrentamento habituais, não procure as pessoas normais que têm contado como no passado para preencher seus vazios. Aprenda a pedir o que você precisa de amigos e entes queridos em relacionamentos saudáveis. Encontre sua rede de apoio, e remova as pessoas de sua vida que não te apóiam, se ame incondicionalmente e assim irás enfrentar seus tempos de luta.

A solidão faz parte da experiência humana. Não podemos deixar esta terra sem experimentá-la, senti-la, sofrê-la. Às vezes, é necessário ser simplesmente sozinho. Às vezes, temos um trabalho árduo e profundo pela frente, porém será recompensador, pois pela cura é que aprendemos a viver com todo o nosso coração e então nos juntamos a outras pessoas e desenvolvemos então relacionamentos saudáveis. 
Adaptação do texto de Kathy Parker


Martína Madche, advogada
OAB/RS 60.281

Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar pessoas a reencontrar a Felicidade, por meio de orientações, diversas práticas e treinamentos que visam ajudar mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e crises. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

MÍDIA SOCIAL X DIVÓRCIO

MÍDIA SOCIAL X DIVÓRCIO

É inegável o impacto da mídia social em nossas vidas, além do impacto social ela pode nos afetar emocionalmente, fisicamente, e até mesmo financeiramente durante problemas conjugais, como o divórcio. Ao monitorar a quantidade de tempo que passamos online em sites de redes sociais, podemos fazer o processo de divórcio menos assustador e mais fácil de gerir.

Inconvenientes da Mídia Social

Apesar do sucesso e dos benefícios das mídias social, ela pode colocar um amortecedor em muitos aspectos da construção de um relacionamento. Muitas vezes, nos sentimos acolhidos em um site ou em grupos, nos sentimos como se promovêssemos ligações pessoais ou profissionais. No entanto, algumas das pessoas que encontramos on-line nem sempre são nossos amigos e seguidores.

Desabafar ou levar queixas para essas pessoas pode ser perigoso, dando-lhes demasiadas informações pessoais para compartilhar com os outros. Quando casais se divorciam é comum haver trocas de informações desabafos e queixas para pessoas da rede de relacionamento social, saiba que ao compartilhar suas dores e informações você poderá agravar o conflito em seu divórcio. 

Razões para ser cauteloso

Os clientes precisam ser cautelosos e evitar as armadilhas da mídia social durante o processo de divórcio. Algumas vezes inclusive é aconselhável se afastar das mídias sociais, pois talvez seja a maneira de garantir que futuros problemas não surgem por causa de algo que disse durante um momento de frustração.

Quando estamos enfrentando momentos difíceis o conselho é investir em tentar passar seu tempo com mais qualidade, tempo de face-a-face com os nossos amigos,associados e familiares. Ao passar o tempo diretamente com pessoas queridas podemos evitar a solidão ou até mesmo nos perdemos horas a fio em algum site ou joguinho.

Tomando Precauções

Há muitas maneiras para nos proteger contra os perigos das mídias sociais. Quando os casais se divorciam, a atividade on-line pode fazer com que se  descubra suas finanças, permitindo que ex-companheiros rastreiem informações financeiras e bens. Além disso, posts, tweets, e mensagens de texto encontrados em sites de mídia social pode ser usado como prova admissível durante o processo de divórcio.

Como a atividade de mídia social é pública e permanente, temos de acompanhar atentamente a forma como usá-la. Exercitar discrição e bom senso é a chave para se proteger quando um processo de divórcio investiga o uso da mídia social.

Portanto, quando estiver envolvido em um divórcio, conte com a ajuda de advogados que estão bem informados inclusive sobre a mídia social. Os advogados podem ajudar a rastrear e documentar a atividade on-line dos cônjuges, dando conselhos sobre o que fazer para proteger seus interesses.


Martína Mädche, sou fundadora do blog, sendo que este projeto busca ajudar a reencontrar a Felicidade, por meio de uma prática de treinamentos que ajudam mulheres e homens a navegar através de seu divórcio e rupturas. 
Caso precise entrar em contato: Martína Mädche
Advogada e Profissional de Ajuda.
Contato: martina.madche@gmail.com
Grupo de Apoio do face: Separei e Agora?
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