quinta-feira, 17 de julho de 2014

PERDI OS DOCUMENTOS! E AGORA?


Conversando com um amigo, percebi que devemos divulgar orientações no caso de perda dos documentos. Vou compartilhar algumas informações úteis, que devem ajudar nesse momento difícil.

Primeiramente, perder documentos não significa que serão utilizados por estelionatários mas o ideal é prevenir-se contra os prejuízos através de alguns registros simples. Acesse os seguintes endereços:

Delegacia Online: Aqui, o consumidor pode registrar on-line um B.O. (Boletim de Ocorrência). Pode registrar o extravio de documentos diversos, eletrônicos, financeiros e documentos de veículos.
(https://www.delegaciaonline.rs.gov.br/dolpublico/index.jsp)

Qualquer instituição que ofereça crédito (de lojas de bairro até grandes bancos) faz um rastreamento nos órgãos de proteção ao crédito para conferir como está o cadastro do cliente. Por isso, também vale a pena registrar a perda de seus documentos nesses órgãos. Essa informação será enviada as empresas quando fizerem uma consulta no seu CPF. No geral, existem dois grandes bancos de dados no país, sendo eles:

SCPC: Para registrar o alerta no SOS Cheques e Documentos, do Serviço Central de Proteção ao Crédito, Também pode ligar para 0800 011 1522.
(https://www.spcbrasil.org.br/consumidor/spc-alerta-de-documentos)

Serasa: Aqui você cadastra a ocorrência no Serviço de Documentos e Cheques Roubados da Serasa Experian, Também pode ligar para (11) 3373-7272, de segunda a domingo, das 8h às 20h.
(http://www.serasaconsumidor.com.br/servicos-roubo-perda-de-documentos/)

A partir da inclusão dos dados, as informações ficam disponíveis de imediato para todos os clientes da Serasa Experian no país. No caso dos documentos, o alerta fica no sistema de consultas, provisoriamente, por um período de dez dias úteis. o SOS do SCPC, em caso de uma possível tentativa de uso indevido do documento, um sinal de alerta é enviado ao lojista para que ele analise com mais cautela o negócio.

É claro que além disso, cancelar cartões e alertar os bancos de relacionamento também são medidas que devem ser tomadas.

O ideal é a prevenção

Vale a pena ter alguns cuidados com nossos documentos para evitar esse tipo de situação. Por exemplo:

• Nunca deixe o documento com um desconhecido quando você não estiver por perto

• Não forneça dados pessoais para pessoas estranhas

• Não confirme informações pessoais por telefone

• Não informe os números dos seus documentos quando participar de sorteios

• Mantenha atualizado o antivírus do seu computador

• Não faça cadastros em sites que não sejam de confiança

• Procure deixar os cheques separados dos documentos pessoais

• Não ande com o talão de cheques ou folhas já assinadas; procure portar apenas as folhas que for utilizar no dia

• Anote as informações da compra no canhoto do talão!

Boa Sorte, 
Martína Mädche
Advogada

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Estranho que você conhece: Truques de um molestador de crianças

O dia de combate ao abuso sexual infantil está chegando, por isto, estamos trazendo este post. Primeiramente, como advogada, gostaria de trazer alguns dados de alerta. Estes dados são de uma investigação desenvolvida pela Unidade de Informação de Investigação Criminal da Polícia Judiciária [PJ]: no ano de 2012 foram abertos 1800 inquéritos de abuso sexual de menores, o que representa uma média de quase 5 casos de abuso sexual de menores por dia. Os agressores são na maioria homens (94,8%), com idades entre os 31 e os 40 anos, sendo o abuso na grande parte dos casos intrafamiliar, ou seja, é vivido no seio familiar (44%). As vítimas são na maioria meninas com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos.
Então como advogada e mãe perguntamos para alguns pais: Você acha que seria capaz de dizer se um “molestador” está usando “técnicas de aliciamento" para ter acesso ao seu filho?
Em muitos casos, os alertas passam despercebidos, sendo que os pais, cujos filhos foram vítimas de abuso sexual compartilham da mesma reação... "Eu não tinha idéia... Ele era tão bom... Ele não se parecia com um molestador..."
FATO N º 1 - Um molestador não se parece com o "bicho-papão".
Se fosse fácil perceber, seria fácil ficar longe deles. Molestadores de crianças são especialistas, são astutos especialistas em enganar, se não fossem eles nunca teriam êxito com seus atos desprezíveis.
FATO N º 2 - molestadores são tipicamente NÃO estranhos, ou seja, CONHECIDOS. 
Em 90% dos casos eles possuem uma relação próxima com as vítimas e sua família.
FATO N º 3 - Eles usam truques e estratégias para ganhar a confiança da criança (ou a nossa).
Esse é o primeiro passo, uma vez que tenham conseguido, eles podem prosseguir para a segunda etapa, que é a de vitimar sexualmente seu alvo.
Quem são eles?
Parentes, um amigo da família que fica muito tempo em sua casa, um vizinho casado ou colega de trabalho, primos ou irmãos mais velhos, o sorveteiro, aquele bom velhinho que mora ao lado e parece tão inofensivo, o treinador de futebol ou professor que tem um interesse muito especial em uma criança especial, acima de todos os outros. Alguém que trabalha muito duro para arranjar "um tempo para ficar sozinho" com seu filho, fazendo parecer que eles estão fazendo um favor!
O que os molestadores procuram?
Um alvo vulnerável - uma criança que necessita de alguma atenção extra ou afeto, ou aquele que parece tímido e falta confiança, às vezes uma criança que é um pouco solitária ou que necessita de amizade ou de orientação.
O que mais?
Uma oportunidade. Por exemplo, em reuniões sociais, a maioria dos adultos vai conversar por alguns minutos com as crianças, e, em seguida, volta sua atenção para os outros adultos para uma conversa, etc Mas se todos os adultos estão na cozinha, o "Tio Bob" prefere sempre ficar na sala de estar com as crianças brincando de "Dominó". Preste atenção a luz vermelha deve ascender!
Como eles fazem isso?
Então, eles fazem e usam as coisas que as crianças adoram, ou seja, suborno ou presentes. Brinquedos, jogos de vídeo, aparelhos de informática, presentes extravagantes. "Mamãe e papai não pode pagar para que você obtenha esse novo jogo do play-station? Venha até a minha casa, você pode jogar ele aqui." "Você não tem permissão para assistir a um determinado programa de TV em casa?“, “Você pode vê-lo em minha casa, comigo!"  Um molestador de criança é especialista em crianças, pois fala a língua delas, e trabalha muito duro para ser “da turma”.
O que impede a ação de um molestador?
O medo de ser pego. Se um molestador achar que seu filho não irá "manter segredo", ou se perceber que você é um pai presente, envolvido na vida diária, está presente nas atividades do seu filho, muitas vezes ele irá para um alvo mais fácil – buscará um alvo "mais seguro" para ele!
Isso significa que eu não posso confiar em ninguém?
Sei que ninguém quer passar a vida desconfiado de todos. E você não precisa, mas os pais antenados sabem que existem certos comportamentos gritantes que estão normalmente presentes quando alguém está "preparando" uma criança para algum fim obscuro. É nosso trabalho estar atento para comportamentos de pessoas que interagem com os nossos filhos. Se você ou seu filho estiverem atentos, não surgirá a oportunidade do molestador agir. Quando surgirem os seguintes comportamentos fique atento, pois seu filho poderá estar correndo perigo.
Comportamentos e sinais de alerta
1. Cuidado com alguém que ignora repetidamente as fronteiras sociais, emocionais, físicas ou limites. 
2 Alguém que escolhe uma criança como um "amigo especial", esbanjando muita atenção, presentes, elogios – observe de perto quando se desenvolve uma relação na qual a idade é inadequada. 
3. Alguém que muitas vezes insiste ou possui um tempo ininterrupto para ficar "sozinho" com a criança. 
4. Alguém que se recusa a deixar uma criança definir qualquer um dos seus próprios limites. 
5. Alguém que insiste em abraçar, tocar, beijar, fazer cócegas, brinca de lutinha ou fica segurando uma criança, mesmo quando a criança não quer esse contato físico ou atenção.
6. Alguém que compartilha informações pessoais ou privadas impróprias com uma criança, informações estas que dizem respeito apenas aos adultos. 
7. Alguém que aponta freqüentemente para imagens sexuais ou impróprias, conta histórias sugestivas ou piadas com crianças presentes. 
8. Alguém que parece muito interessado na sexualidade de uma criança ou adolescente em particular, e fala repetidamente sobre corpo da criança, como este se desenvolveu. 
9. Alguém que parece ser "bom demais para ser verdade", muitas vezes oferecendo o colo para a criança; quer levar as crianças em passeios especiais sozinho; muitas vezes compra presentes para as crianças ou lhe dá dinheiro sem motivo aparente - especialmente adultos que não tem filhos.
10. Alguém que freqüentemente entra com as crianças / adolescentes no banheiro junto.  

Fique atento aos comportamentos dos adultos que convivem com seu filho e busque conversar sobre as amizades deles
Em caso de constatação de Abuso como agir:
Primeiramente, você não deve intervir diretamente quando identificar uma situação de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes. O procedimento correto é fazer uma denúncia pelo Disque 100 – Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, disponível em todo o País, ou buscar o Conselho Tutelar ou um Conselho Municipal de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente em sua cidade.
A denúncia é um importante instrumento de intervenção da sociedade no sentido de coibir a prática do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. O Disque 100 funciona diariamente, das 8 às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. Qualquer pessoa pode utilizar o serviço – adultos, crianças e adolescentes – e é garantido o anonimato.
Para denunciar, você também pode entrar em contato com:
·         Polícia Militar – 190
·         Polícia Rodoviária Federal – 191
·         Delegacias especializadas ou comuns
·         Disque denúncias locais
·         Delegacias de Polícia
·         Polícia Federal

Você pode seguir o seguinte passo a passo nessa abordagem:
·         Primeiro, procure conhecer a história de vida daquela criança ou adolescente;
·         Leve em conta o ponto de vista da menina ou menino;
·         Faça com que ela ou ele se sinta acolhida/o e protegida/o;
·         Não rotule e procure a maior clareza para ajudá-la/o a entender o que há de inadequado naquela conduta e/ou comportamento.
·         Busque apoio de um psicólogo, sempre!

E lembre-se: é essencial escutar com interesse a criança ou adolescente para poder ajudá-lo.

 Martína Mädche, advogada e escritora do blog, maiores informações: martina.madche@gmail.com

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O que as crianças esperam quando os pais se separam...


Quando a família se desfaz é comum se sentir perdido sem saber como agir. Neste post, queremos mostrar algumas sugestões de como apoiar seu filho e fazer com que ele se sinta amado, confiante e forte. 


Há muitas maneiras de ajudar as crianças a se ajustarem a nova situação. Sua paciência, confiança e a forma com que a escuta e dialoga podem minimizar a tensão. Como os seus filhos irão lidar com as novas circunstâncias dependerá do seu comportamento. Lembre-se que as rotinas deixam as crianças seguras e isto faz com que se sintam protegidas. Criança precisa de estabilidade. O ideal é trabalhar em conjunto, mas sei que quando a gente se separa é porque as coisas já não funcionavam antes, entretanto ambos devem fazer um esforço e se envolverem com a educação dos filhos, busque fazer um bom acordo, de separação no qual as tarefas de cada um fiquem claras e bem definidas, faça de seus filhos a sua prioridade.
O que eu preciso da minha mãe e do meu pai: lista de desejos de uma criança

§  Eu preciso que você se envolva com a minha vida. Por favor, escreva mensagens, e e-mail’s, cartas, ligue responda as minhas perguntas. Quando eu não sinto o seu envolvimento, eu sinto que  não sou importante e que não sou amado de verdade.
§  Por favor, parem de brigar, por favor, trabalhem duro para se entenderem. Tentem chegar a um acordo sobre todas as questões nas quais estou envolvido. Quando você luta por mim, eu sinto como se eu tivesse feito algo errado e eu me sinto culpado.
§  Eu amo os dois. Quero aproveitar o tempo que eu tenho com cada um de vocês. Por favor, me apoiem. Se você agir com ciúmes ou estiver chateado, eu sinto como se eu devesse amar mais um de vocês.
§  Por favor, busquem se comunicar um com o outro por que eu não tenho que enviar mensagens.
§  Ao falar sobre o meu outro pai, por favor, diga só coisas agradáveis, ou não diga nada. Quando você fala do outro eu sinto como se tivesse que tomar partido e, por isto, devo amar mais o outro pai.
§  Por favor, lembre-se que eu quero que ambos  faça parte da minha vida. Conto com a minha mãe e meu pai para me levantar, para me ensinar o que é importante, e para me ajudar quando tenho problemas.

Por Martína Mädche, Advogada, artigo baseado em pesquisa da Universidade de Missouri, EUA.


sábado, 3 de maio de 2014

Invadir celular de uma pessoa é crime? Lei “Carolina Dieckmann”, nº 12.737/12



A lei “Carolina Dieckmann”, nº 12.737/12 – Invasão de Dispositivo Informático, foi 
sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 30/11/2012. 
Após polêmica da publicação das fotos de Carolina Dieckmann, foi elaborada uma lei, 
em que se poderia dizer que invadir celular de marido ou esposa é crime, entretanto 
cabem algumas ponderações sobre o assunto. 

Em princípio a Lei nº 12.737/2012 dispõe sobre delitos informática, sendo que possui validade para computadores protegidos por dispositivo de segurança, pois aquele que quiser estar amparado por ela, terá que dispor de um “mecanismo de segurança”, como o texto legal descreve, seria um firewall ou uma barreira de hardware, colocar senha em rede Wi-Fi, devido não se enquadrar na Lei redes abertas sem segurança.
Cabe ressaltar que os usuários para serem protegido pela lei devem possuir um dispositivo de segurança em seus computadores.
Como toda lei nova há necessidade de alguma adaptação, pois com certeza causará divergência de interpretações sendo necessário aguardar o posicionamento dos tribunais. 
Todavia, traz questões relevantes, pois haverá uma mudança de comportamento com a lei, já que se uma pessoa entrar em um sistema somente com a intenção de ultrapassar, romper, quebrar ou burlar um dispositivo de segurança e obter uma informação, estará praticando um crime.
Também, enquadra casos específicos como o de pessoas que entram nos computadores de seus companheiros, maridos ou namorados para obter informações e as divulguem sem autorização e de forma danosa, podem ter que pagar pelo crime de acordo com a previsão legal penal.
Desta forma, a lei a torna crime a invasão de dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita.
Por fim, o mais importante é que depois de quase 20(vinte) anos de tentativas, as leis agora estão mais embasadas para esses tipos de crimes, assim, finalmente, o Brasil entrou na era digital com leis específicas para os meios eletrônicos.
Concluímos que, a edição da Lei, haverá uma grande mudança, não haverá mais necessidade das autoridades adaptarem as leis existentes aos crimes cometidos na internet por analogia, pois à partir de sua entrada em vigor, possuiremos tipificadas de forma especifica as condutas criminais praticas através de dispositivos de informática.
Baseado em artigo de Eduardo Manzeppi, adaptação de Martína Mädche

sábado, 26 de abril de 2014

Evitar ser pai/mãe de fim de semana

Evitar ser pai/mãe de fim de semana

Sei que não é fácil seguir a vida após a separação. Temos nossas necessidades e dores para curar e em vários momentos seremos colocados a prova. Surgem problemas de relacionamento, disputas judiciais e problemas financeiros. As crianças se tornam mais agressivas e estressadas. Até tudo se encaixar temos que sobreviver a vários incidentes. Aqui fizemos uma lista de coisas que devem ser evitadas pelos pais. Sei o quanto é difícil manter o foco para colocar a lista na prática, pois são sentimentos que muitas vezes não podemos controlar. Somos colocados a prova a todo o tempo, ou seja estar separado pressupõe conviver com certas tensões, você tem vontade de ver os seus filhos e passar o maior tempo possível com eles, no entanto, este desejo é limitado pela própria situação.
Os estudos demonstram que as memórias que as crianças têm de quando são pequenas estão ligadas a maneira como como crescem, como se desenrolam as situações comuns, e não com aniversários extravagantes ou férias muito caras. São as situações do cotidiano, ou seja normais, que ficam na memória e que servirão de experiência.

Elaboramos dez conselhos para evitar ser um pai/ mãe de fim-de-semana:
1 • Participe na vida dos seus filhos. Lembre-se das comemorações de aniversário, acontecimentos significativos e de outras situações que sejam importantes para eles. Participe dos eventos escolares, acompanhe eles em suas atividades, como levar a natação, ao inglês etc
2 • Promova uma boa comunicação.  Mostre-se disponível para conversar com eles sempre que precisem.
3 • Seja credível e constante; cumpra com suas promessas e compromissos. Se lhes disser “Amanhã vou te ligar”, telefone mesmo. Não deixe para outro dia.
4 • Passe tempo de qualidade com os seus filhos. Reserve parte do seu horário para eles. Lembre-se de que são os filhos que precisam de atenção e não os brinquedos que precisam da atenção dos seus filhos. 
5 • Envie-lhes pequenos símbolos do seu amor e carinho, bilhetes, postais,  cartões especialmente dedicados a eles, email's mensagens de texto. Faça-os sentir que pensa neles e de fato pense neles.
6 • Nunca agende atividades laborais ou de outro tipo nos períodos em que deve estar com eles. Por vezes as ocupações desviam-nos e não podemos cumprir com as promessas da visita. O tempo que passa com eles é a forma mais fácil de dizer-lhes que eles são a coisa mais importante do mundo.
7 • Pergunte-lhes o que querem fazer quando estão juntos. Inclua as necessidades deles nas suas visitas.
8 • Não lhes transfira os sentimentos de rancor ou de ressentimento para com o seu ex-cônjuge.
9 • Não comente com os seus filhos os prejuízos econômicos que lhe foram causados pelo divórcio do pai/ mãe deles. Mentalize-se de que o seu tempo com eles é precioso e de que eles não têm culpa da separação.  Deve distanciá-los dos seus problemas.
10 • O seu filho é fruto do amor. Faça-o sentir que, ainda que os pais estejam separados, é amado. Ser um pai/ mãe carinhoso (a) implica persistência na repetição das atitudes. Torne os seus filhos responsáveis pelas suas ações  e comportamentos.
Baseado em http://www.padresdivorciados.es/libro/index.html#/REVISTA%201%20PAMAC/2

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Como deveria atuar um advogado em causas familiares

Com minha formação humanista e com muita sensibilidade me perguntei, como olhar para uma situação onde o pai "deixa" assassinar um filho. São tantos os pontos de vistas para serem olhados e analisados, mas me perguntei qual a minha responsabilidade nesta situação. Primeiramente, veio meu olhar como mãe, pois é o primeiro que devo olhar, afinal são eles que serão o futuro. Devo criar laços e vínculos, ser amorosa e firme, ensinar o não e o sim, ensinar a olhar para o coração e assumir a responsabilidade e consequência de cada ato. Em seguida olhei para minha responsabilidade como advogada e como esta deve ser exercida. Então me veio o seguinte questionamento como devemos agir quanto estamos em frente a uma situação familiar conflituosa?

Via de regra o Advogado é o primeiro profissional que está em contacto com os Pais, razão pela qual é necessariamente o primeiro responsável pela forma como se iniciam e decorrem os processos relativamente às Crianças;

O Advogado deverá ser um dos Garantes do interesse da Criança e ter como limite do seu Mandato o “Superior interesse da Criança”;

O Advogado deverá usar ter usar um registo conciliatório com os Pais, Colegas, Magistrados e outros Profissionais. Com os Colegas, aliás, deverá dar preferência ao contacto telefónico e pessoal;

O Advogado deverá utilizar uma linguagem cuidada nas suas intervenções no âmbito das diligências judiciais, orientada para o consenso e para reconciliação de interesses;

O Advogado não poderá utilizar uma linguagem combativa e acintosa nos seus articulados, uma vez que os Pais acabam por ter acesso a essas peças processuais;

O Advogado deverá privilegiar o consenso e o acordo dos Progenitores, aconselhando o recurso à mediação familiar, sendo que o recurso aos Tribunais deverá ser visto como uma excepção;

O Advogado não poderá, em caso, algum, envolver-se sentimentalmente no assunto e deverá ter a capacidade de ser mais imparcial que o seu próprio Cliente/Representado;

O Advogado deverá evitar o contacto com as crianças, uma vez que não é o profissional com aptidão e formação técnica para o efeito;

O Advogado deverá preservar a independência das suas opiniões e dos seus juízos, dizendo aos Progenitores mesmo aquilo que eles muitas vezes não querem ouvir, pois só assim assegurará o seu poder de persuasão e de “autoridade” profissional;

O Advogado deverá promover a cooperação com os outros profissionais e estar disponível para estes, sendo um dos primeiros profissionais com responsabilidade pela cultura de cooperação interdisciplinar;

O Advogado deverá sensibilizar os Pais para os danos provocados às Crianças com o conflito parental, nomeadamente quanto aos danos invisíveis com consequências irreversíveis para o seu futuro;

O Advogado deve ter presente que os cônjuges (e por consequência Pais) não se divorciam ao mesmo tempo, pelo que o momento da ruptura irá colocá-los em patamares diferentes e extremados;

O Advogado tem de ter bem presente que se os Pais estiverem bem, também a Criança estará; ter a consciência que a única forma de preservar a relação futura enquanto Pais passa por evitar o conflito.

* Proposta baseada na comunicação do Dr. Rui Alves Pereira na IIª Conferência Internacional “Igualdade Parental Séc.XXI”, em Coimbra, 2013, na Mesa intitulada ” Que Caminhos para os Tribunais de Família e Menor"

Lembrar de nossa atuação como advogados é sempre importante. Nosso papel na sociedade é indiscutível sendo fundamental cada um assumir a sua responsabilidade, seja como pai ou mãe, seja como profissional.
Martina

sábado, 19 de abril de 2014

Como interromper o abuso verbal

Como interromper o abuso verbal

abuso emocional e verbal é muitas vezes difícil de reconhecer, por não deixar um hematoma e por não poder ser diagnosticado em um hospital. Entretanto, ele é tão prejudicial quanto o abuso físico, pois deixa marcas profundas. As vítimas muitas vezes permanecem com seus maridos porque sua auto estima encontra-se abalada, são financeiramente dependentes ou por considerarem seus cônjuges bons pais, não são apenas bons maridos. Quando a vítima encontra apoio e recursos adequados este ciclo pode ser quebrando e assim inicial uma jornada de cura.

Reconhecer o padrão
Normalmente os relacionamentos abusivos seguem um padrão. Inicialmente o agressor é muito gentil, atencioso e sensível. Até que do nada, para manter o controle, as coisas se tornam tensas, pode surgir um incidente explosivo. Neste momento poderá ocorre uma agressão verbal ou algum ato para intimidar a vítima. O autor do abuso, em seguida, tende mudar seu comportamento passando ser doce e atencioso como antes. Esta é uma tática de controle, sendo implementada especificamente para manter a vítima sob seu domínio. Tome cuidado quando seu ex-parceiro parece arrependido e quando houver promessas que irá mudar, porque agressores geralmente não acreditam que estão fazendo nada de errado, pois acham seu comportamento é justificável. Pessoas abusadoras raramente mudam - mesmo quando participação de terapia. Identificar padrões do ciclo vai ajudar você a ter o controle e estando mais consciente da manipulação que sofre isto vai ajudá-lo a antecipar as ações do outro assim saberá o que o que esperar.
Identificar os recursos disponíveis
Pessoas que sofreram algum tipo de abuso normalmente se retraem com isto o seu parceiro mantém o poder sobre elas. Estes possuem táticas que incluem a coação de que não irá de garantir a educação e o emprego, algumas vezes proíbem o acesso aos meios de transporte cortam o apoio financeiro. Tudo isto é para garantir que a vítima permanece dependente. Se for este o seu caso, procure ajuda de amigos de confiança, familiares e de órgão públicos, como a Delegacia da Mulher, o Ministério Público, ou a Defensoria Pública, em vez de aceitar a ajuda de seu agressor. Estas pessoas podem lhe ajudar financeiramente, fornecer transporte ou conseguir uma vaga em uma creche ou encaminhá-lo para oportunidades de emprego. No momento que a dependência do abusador diminui a pressão de permanecer no relacionamento diminuirá

Busque manter um forte sistema de apoio
Isolamento de amigos e familiares da vítima é outra tática comum dos abusadores. Certifique-se de manter contato com pessoas de apoio em sua vida. Faça uma lista de pessoas com as quais possa contar e que lhe manterão afastados do abusador. Esta lista pode consistir de pessoas, como amigos, familiares, advogados ou o seu terapeuta. Muitos advogados de direito de família fornecem consultas gratuitas e opções flexíveis de pagamento. Um advogado pode fornecer orientações a respeito do divórcio, disputas financeiras e de propriedade, as questões de guarda da criança e pensão alimentícia conjugal e ordens de restrição. Muitas vezes, a única informação que uma mulher agredida recebe é a de seu agressor, o que tende a ser tendencioso. A orientação de um advogado irá ajudá-lo a entender seus direitos e elevar sua auto-estima, minimizando a percepção de que você está sozinha.
Cuide-se
O abuso verbal e emocional pode ser uma conta cara para a sua saúde física e mental. Alimente sua auto-estima, trabalhando com um terapeuta ou até uma amiga ou familiar. Alimente-se bem e faça exercícios. Cuide de suas necessidades físicas e consulte um médico regularmente. Leia livros e passe um tempo no sol - qualquer coisa que lhe traga alegria e ajude a você a se sentir bem. Estas medidas irão ajudar a reduzir o esgotamento de sobrevivência do dia-a-dia e lhe fornecerão a energia necessária para planejar e executar a sua separação.
Plano de Segurança
Mesmo que o seu ex nunca abuse fisicamente, o potencial de perigo ainda é muito real. O tempo de separação é relativo, porque o agressor sente uma perda de poder e controle. É possivelmente planejar seus passos. Isto lhe trará segurança para planejar o futuro mais bem-sucedido. Fique em alerta se o seu ex está buscando uma conciliação, ou esteja implorando para voltar, ou se lhe perseguir e assediar entre em contato com seu advogado, com a Delegacia da Mulher ou com a defensoria pública, estes poderão lhe ajudar a planejar a sua segurança.

Estamos a disposição, envie seu e-mail para agendar uma consulta.
Boa Sorte
Martina